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Mensagem por Yoroi de Virgem em Seg Fev 11, 2013 12:39 am

Kanon decide invadir por si só o Santuário e pretende se vingar de Saga, seu irmão mais velho, que se passa por Mestre do Santuário, após tê-lo trancafiado e o condenado a morte. Após passar facilmente pelas 5 anteriores casas, Kanon se depara com Yoroi, e é ai que o embate começa.
Santuário de Athena
Área de Treinamento do Yoroi Casa_d15
O manto de trevas que cobria o mundo se estende mais e mais a cada dia que se passa. A sombra do mal trazida por aqueles que possuem o ódio dentro dos corações era tão forte que podia transformar o ar mais puro em um gás tóxico. O caos, os problemas, a fadiga da vida pesava cada vez mais e o sentimento de horror se alastrava pelo coração da humanidade que clamava por seus salvadores. Em um passado não tão distante, 12 cavaleiros foram selecionados para defender Athena com suas próprias vidas. Com seus cosmos altíssimos esses foram escolhidos como os 12 mais poderosos. Trajados de armaduras douradas e de coragem, estavam preparados para enfrentar a morte de frente, sem medo. As escolhas são feitas a partir de pensamentos, reflexões e não devem nunca ser realizadas por mero impulso. Traição é uma escolha. Não é algo obrigatório. Quando se escolhe seguir o caminho da traição, ambição, deve estar pronto para arcar com todas as punições ou desafios que vem junto. As vezes é preferível ver o mundo de olhos fechados, pois como um cego, não precisa mostrá-lo de que algo é puro, ele simplesmente precisa de palavras sinceras. Olhos fechados assim como os de um cego, esperando que alguém venha com palavras puras e sinceras...
“-O mal se aproxima deste local... Como?"-Perguntava-se Yoroi.
Sentia que os cosmos dos cavaleiros protetores das 5 anteriores casas havia repentinamente se acabado. Como apenas uma pessoa estava passando de casa em casa como se não houvesse ninguém. Conspiração? Vingança? Ousadia! Ninguém com aquele poder de cosmo poderia se atrever a ver o rosto da Santa Athena.
“-Não poderás dar nem mais um passo em direção a nossa Deusa... Eu irei impedi-lo. Este insignificante ser irá ser punido como realmente merece..."-Disse Yoroi.
Kanon, com o andar calmo e vagaroso, embora, ainda, imponente. Kanon, o general marina da escama de dragão marinho, e irmão gêmeo mais novo de Saga de Gêmeos, subia os degraus que o levariam à sexta casa zodiacal, morada de sua próxima vítima. Tendo confirmado a sua teoria, após vencer facilmente os quatro primeiros cavaleiros de ouro, e a ilusão de gêmeos, o traidor do Santuário já estava despreocupado com o resto do caminho que teria a trilhar até o salão do Grande Mestre.
-"Huhuhu. Como eu pensei. Estes jovens cavaleiros de ouro ainda não desenvolveram o oitavo sentido. O poder deles é extramamente limitado se comparado ao meu. Assim, eu com certeza chegarei sem problemas até o meu irmão, e o derrotarei com todas as minhas forças!"-Dizia Kanon, em pensamentos.
Kanon sabia que se não encontrasse um oponente que, assim como ele, houvesse despertado o oitavo sentido, o poder que aproxima os homens dos deuses, permitindo a eles inclusive ir ao inferno e voltar com vida, não teria dificuldades em avançar à sua meta. Logo, chegou à entrada da casa zodiacal de virgem e, a passos firmes, anunciou-se ao guardião.
- É melhor não tentar me parar, jovem cavaleiro. Ou terá o mesmo destino de seus companheiros.-Anúnciou Kanon.
Kanon revelava todo o poder que o sétimo sentido lhe permitia alcançar, objetivando intimidar o oponente e sem, no entanto, denunciar o limite de sua força.
– . . . – O silêncio de Yoroi, imponente se manteve firme apesar dos insultos ouvidos.
Um belo cosmo. Uma aura azul poderia ser notada em volta do homem com um capacete que não permitia a visualização de seu rosto. Mesmo com os olhos fechados, pode entender claramente que não se tratava de um Santo de Athena. Era um cosmo esdrúxulo, porém, poderoso. Era uma proporção na qual o Virginiano não estava acostumado a ver todos os dias. Entretanto não considerava isso uma prova de superioridade aos outros Cavaleiros anteriores.
– Tão ingênuo... Se este realmente for todo o teu cosmo, dê meia volta enquanto pode, pois não passará por mim. Sou Yoroi. Protetor da armadura de Virgem e da sexta casa do Santuário de Athena. Chame-me pelo nome que todos preferem... "Aquele que trará teu fim".-Disse Yoroi.
Proferira aquelas palavras com um tom de arrogância e superioridade. Tanto quando o estranho guerreiro havia dito. Sua expressão serena indicava calma enquanto seu cosmo que ia se elevando gradativamente expressava MORTE. Morte. Aquele que morre poderia conhecer todos os Seis Reinos. Desesperador é o que deveriam ser. Lembrou brevemente dos gritos de todos que já ousaram a enfrenta-lo. De fato não o incomodavam. Não passavam de lembranças insignificantes. Uma aura dourada passara a envolver seu corpo com mais força. Levitava enquanto mantinha suas mãos juntas e suas pernas cruzadas. Lembrava de que Saga havia atacado o antigo mestre Ares e que mesmo sabendo disso, continuou acobertando o mesmo devido a sua promessa de proteger o Mestre do Santuário. Sua posição era quase tão importante quanto a da Deusa pela qual Yoroi arriscava a sua vida. O Virginiano era o conselheiro do Mestre.
-" Espero que cada palavra que diz seja verdade. Devo impedir este homem de prosseguir, ou ele irá de encontro a nossa Deusa!"– Lamento, mas sua brincadeira acaba aqui.-Disse as ultimas palavras antes de seu golpe final.-– Rikudō Rinne!
Kanon curvou levemente os lábios num sorriso, quando Yoroi fez menção de atacar, e sussurrou para si mesmo.
- Não poderia ser diferente, não é?-Perguntou-se Kanon.
Kanon firmou os pés no piso e levantou os braços, se preparando para o ataque que viria. Porém, não havia como esquivar ou se defender deste golpe. Em apenas um bilionésimo de segundo, fora envolvido pelo cosmo de Yoroi, vindo de todas as direções, e tivera sua alma movida de seu corpo.
"Mas o quê? Que tipo de técnica é essa?!"-Perguntou-se Kanon.
Apesar de elevar seu cosmo em seu limite do sétimo sentido, Kanon não conseguia fazer o caminho inverso ao seu corpo, e continuava a ser arrastado para longe dele. Quando já se preparava para revelar sua verdadeira força, passou a presenciar vários mundos, como se ele fosse um espírito sobrevoando o céu de cada um deles. Eram seis mundos diferentes, ao todo.
-"Então é isso. Esta técnica move a minha alma para fora do meu corpo, e me força a escolher um deste mundos aonde serei confinado."-Disse Kanon, em pensamentos.
O General se deteve, não demonstrando intenção de ir para mundo algum, e mergulhou em suas reflexões. Qualquer mundo que fosse o escolhido, o Marina tinha confiança de que teria a força necessária para escapar. Mas não pretendia dar chance ao azar, logo escolheria o local que fosse-lhe mais conveniente. E não teve mais dúvidas, ao começar a despertar seu oitavo sentido, e anunciou sua decisão:
- Eu escolho: o Inferno.-Disse Kanon.
Apenas durante esse momento, seu cosmo explodiu ao máximo, revelando o poder que aproxima mortais de imortais, e que permite homens irem ao inferno e voltar com vida - o oitavo sentido.
- Você me subestimou, cavaleiro de Athena. Agora, assim como seus companheiros, vai pagar com a sua vida.-Disse Kanon.
A alma de Kanon já voltara do Inferno ao seu corpo, que com os braços estendidos, preparava seu contra-ataque. Porém, o surgimento de um cosmo percorrera sua espinha como uma agulha, desviando sua atenção momentaneamente.
"-Hm? O cavaleiro de Áries retornou?"-Disse Kanon, em pensamentos.
Ao atentar com mais clareza, e então confirmar, o fato, o Dragão Marinho esboçou mais um sorriso sarcástico.
"-É de se esperar que algum dentre eles fosse capaz de retornar da outra dimensão. Ótimo. Eu realmente não os quero mortos."-Disse Kanon, em pensamentos.
Na primeira morada zodiacal, Mu de Áries retornara à dimensão presente, para o contentamento de Kanon. Surpreendentemente, era conveniente ao sádico General que os cavaleiros de ouro sobrevivessem à sua travessia pelas doze casa. Sendo gêmeo idêntico do atual Mestre do Santuário, Kanon planejava matá-lo e então trocar os lugares. Iria expor o cadáver de Saga, trajando a escama de Dragão Marinho, aos cavaleiros de ouro sob a sua própria identidade. E iria se apossar da armadura de gêmeos para si, da identidade de Mestre Ares e, eventualmente, se necessário, da identidade de Saga de Gêmeos. Assim, controlaria tanto o Santuário de Athena quanto o Submarino. Eram estes os seus ousados planos.
- Você percebeu isso, Virgem? Felizmente, um de seus companheiros foi capaz de retornar da Outra Dimensão. Então, ele poderá lhe salvar, mais tarde.-Disse Kanon
Mais uma vez seu cosmo atingiu o ápice do oitavo sentido, e nesse breve instante, Kanon lançou seu golpe.
- Como não tenho tempo para matá-lo, sinta-se grato por receber este golpe: Golden Triangle!-Gritou Kanon.
"Esse golpe..."-Disse Yoroi.
Sentiu o cosmo de seu inimigo se elevar ao máximo. A aura que queimava ao seu redor era tão mais forte do que antes. O chão ao redor de Kanon afundava com a pressão feita por sua força e triângulos dourados saíram de sua mão. Para o inimigo a luta já estava ganha porém...
-Devia para de subestimar seus inimigos... Principalmente os que são mais fortes do que você.-Disse Yoroi.
Mesmo que Kanon tivesse posto seu cosmo ao máximo, o que ele não sabia era que Yoroi já conhecia muito bem cada uma das ilusões que ele tentara reproduzir anteriormente. "Minha infância" recordou. Quanto tempo já havia passado desde que havia fechado seus olhos ao mundo? Até ele já se esquecera. Solidão, fantasmas... Ele já conhecia muito bem.
-No final das contas é fraco... Por isso não conseguiu derrotar Mu. É apenas questão de tempo até que todos voltem... Todavia não conseguirão ver o teu final...-Disse Yoroi
Seu cosmo começou a queimar imediatamente. A aura dourada que envolvia seu corpo não era só bonita, mas também, devastadora.
-Tenbu... HORIN!-Gritou Yoroi.
Era como se Kanon estivesse em outro plano. A casa de virgem desaparecera, e a sua volta via vários quadros budistas, que iam de um lado ao outro. Antes que Kanon pudesse reagir, uma poderosa energia percorreu seu corpo, arremessando-o contra o solo da casa de virgem. Fez força para se levantar e, quando pôs-se em pé, pode notar que havia algo de diferente em seu corpo. Sua audição havia sumido.
- Ma-mas o quê?! Você eliminou a minha audição?-Perguntou Kanon.
Irado, o marina levantou o braço para disparar algum golpe contra Yoroi, mas antes que concluísse seu movimento, começou a sofrer os efeitos daquele ataque novamente - não percebera que ainda estava preso naquela técnica. Novamente, estava em outro plano, com vários retratos hindus percorrendo todas as direções e, então, a mesma energia de antes percorreu seu corpo, que terminou por colidir contra o piso novamente. Com pesar, e inconformado, o marina pôs-se em pé de novo.
-"Maldito seja! Preciso encontrar um meio de escapar desta técnica."-Pensou Kanon.
Agora foi o olfato que desapareceu. O geminiano precisava agir rapidamente, ou poderia perder todos os sentidos. Quando já estava, novamente, no outro plano, elevou o braço direito e lançou sobre si mesmo uma de suas técnicas. Entretanto, a técnica fora bloqueada com a perda do Tato. Após isso, a técnica continuou exercendo o seu efeito, deixando o mesmo sem seus 5 sentidos. Após o termino da técnica, o corpo do invasor caira no chão, diante de Yoroi de Virgem.
-Lamentável... Eu jurava que poderia me divertir mais com você, mas não se preocupe, logo seu corpo será retirado daqui...-Disse Yoroi, levantando e dando as costas ao corpo inerte do invasor.
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Mensagem por Ryu de Áries em Seg Fev 11, 2013 11:21 am

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Mensagem por Yoroi de Virgem em Seg Fev 11, 2013 4:21 pm

Área de Treinamento do Yoroi 56_153
O pilar do pacífico norte já havia visto épocas mais movimentadas, hoje, porém, raramente acontecia algo por ali. Bian, um dos primeiros Generais Marinas de Poseidon era responsável por este pilar, o defendia com toda sua força, sempre em prol da honra e glória de sua divindade, Poseidon, Deus dos Mares. Era tido como um dos mais fortes Marinas, e assim, era dito que sua força era capaz de se equiparar à de um dos lendários Cavaleiros de Ouro de Athena, ou até mesmo, superá-los. Foi durante uma destas noites de tédio sob seu pilar que Bian teve um lampejo, uma idéia de algo que há muito gostaria de fazer!
- É isto! Irei hoje mesmo até o Santuário de Athena! Assim, posso colocar minhas habilidades em prática, e de quebra, tenho a chance de trazer Athena para Poseidon!-Disse Bian.
Bian não demorou, e, em poucos minutos trajava sua armadura completa. O laranja que marcava fortemente sua armadura reluzia com os raios da aurora que nascia ainda tímida, os detalhes em dourados brilhavam, dando a armadura todo o explendor que um general Marina merecia, demonstrando todo o poder daqueles que lutavam em nome do Deus dos Mares.
-"Meus golpes não serão tão eficientes assim aqui em terra... Mas não acho que precisarei de muito para enfrentar estes inúteis...."-Pensou Bian.
O general Marina deixava neste momento as águas do Mar, dando os primeiros passos nas praias próximas ao santuário. Não sabia ao certo por onde começar sua busca por um adversário, mas, sabia que em pouco tempo seria surpreendido pelos guardiões de Athena. Não era muito uma estratégia, mas, era o que ele precisava para poder encontrar seu adversário do dia.
-"Yoroi......porque ainda teme o seu poder?-Perguntou Buda.
-Não temo em usa-lo, mas as brigas entre os humanos são inevitáveis...-Respondeu Yoroi.
-Esta é apenas sua preocupação? Escute bem, o inevitável sempre acontece, é uma reação da natureza testando inúmeras pessoas... assim como você Yoroi. É sua reação diante o inevitável que te faz valorizar o dom que você recebeu...-Disse Buda.
-O inevitável..."-Disse Yoroi.

Yoroi, o cavaleiro de ouro de Athena conhecido como o mais próximo de Deus meditava em sua morada, a sexta Casa Zodiacal, a Casa de Virgem. Sua arte de meditação contaminava todo o local, era fácil reconhecer o cavaleiro de Virgem
com o seu cosmo limpo chegando ao patamar de um deus. A bela vista da Casa de Virgem mostrava a lua iluminando toda área reconhecida como Santuário de Athena, e em meio de pouca movimentação ao fundo, muito longe, uma energia cósmica chegava as lindas areias cristalinas da praia do Santuário.

-Escamas... eu vejo escamas cristalinas saírem diante o mar ao encontro do Santuário!-Dizia Yoroi.
O Virginiano mesmo de olhos fechados, sua especialidade conquistada em seu treinamento, via uma energia cósmica, esta energia emanava sentimentos da qual Yoroi saberia perfeitamente como manipula-los. O Cavaleiro de Athena sentia a vontade de aplicar o terror emanando daquela energia cósmica, ele, não ficaria ali parado, esperando que este ser humilhe o reino de Athena. Logo o cavaleiro de Virgem com sua habilidade de ilusões começa a brincar com o ser que já se aproximava do Santuário. Rapidamente o céu fica negro ao redor da praia, e um grande raio desce no local de frente com o ser feito de escamas, e o raio se transforma em uma nuvem negra e dois grandes olhos brilhavam nesta nuvem tomada de um grande cosmo divino. Esta logo brada uma voz de trovão a Bian, o General Marinho de Cavalo Marinho.
-Escute bem meu General, eu sou Poseidon, o deus dos Mares, a quem você serve. De meia volta e volte para o meu Santuário, esta não foi minhas ordens de apenas um reles General invadir sozinho o Santuário de Athena! Por acaso você com esta atitude está querendo me desafiar? Se está pulverizarei você aqui mesmo, e colocarei alguém mais digno de usar as escamas do Cavalo Marinho! Não me escutou, volte agora mesmo para o seu pilar!-Dizia a manipulação cósmica, feita por Yoroi.
Yoroi manipulou uma cosmo energia tão divina parecida com a própria do deus dos Mares, influenciando o general Bian a dar meia volta e sair em retirada para o Santuário Submarino.
"-Poseidon já sabe da presença de Athena, e já saiu de seu sono divino! Não irei permitir que um reles General Marinho venha causar o caos no Santuário de Athena!"-Pensara Yoroi.
Ahhh... Os primeiros passos na areia... A diferença de pressão submarina para a Atmosféria começava à dar sinais de sua existência e, aos poucos Bian podiam notar que seus movimentos estavão mais velozes do que o normal. A pressão atmosférica ali era muito menor do que a que ele treinava dia-a-dia no fundo do oceano, e com isso, pode notar a diferença que surgia aos poucos em cada um dos seus movimentos, estava muito mais rápido, e para ele isto era formidável!
Ótimo! Aliás, mais que ótimo!!! Perco em algo, mas minhas habilidades ficaram muito melhores assim!-Disse Bian.
Bian dava ainda seus primeiros passos na fina areia da praia quando pode observar o céu nublar-se em grande velocidade. Não via o céu com muita frequência, afinal, sob sua cabeça podia ver apenas as águas limpidas do oceano, ainda assim tinha lembranças o suficiente de seu tempo fora do mar para saber que, isto não era algo normal. Então, subitamente um raio e uma voz vieram à sua presença.
-Pos.... Poseidon?!-Disse Bian, em pensamentos.
Bian mais do que rapidamente levou seu joelho direito ao solo curvando-se sobre sua perna esquerda. Conhecia Poseidon há um bom tempo, ainda assim, havia sido pego de surpresa. Lembrou-se das cotidianas aparições de Poseidon, usualmente, sob a forma de cavalos; sua forma preferida. Lembrou-se da extensão do poder de seu Deus, e que, há muito tempo atrás até mesmo o poder dos raios ele partilhava com Zeus. Recordou-se da bondade e da suavidade por trás de voz de seu imperador dos Mares, e, então sorriu. Em seu sorriso era nítido a expressão de escárnio, era nítido o desinteresse e a despreocupação.
- Muito bem!-Bian levantou-se enquanto batia palmas, sendo dono do mais desafiador dos sorrisos.- Você poderia enganar muita gente assim! Mas infelizmente, personificar nosso Deus não foi uma grande idéia!-Disse Bian.
Bian voltou à caminhar em direção ao santuário, seus passos eram firmes, decididos. Sua expressão não demonstrava medo, não demonstrava preocupação, muito pelo contrário; era uma expressão de pura satisfação... O jovem general Marina sabia que, se estavam recepcionando ele com artimanhas logo nos primeiros passos, essa viagem ao santuário prometia, e muito!
"Sua vida... Sobre uma mesa... Um livro aberto... Diante os meus olhos!"-Disse Yoroi, em pensamentos.
A vida de um cavaleiro é turbulenta, nela estão trancafiadas suas emoções, seus medos, suas decepções, seu intelecto. A vida de Bian passava como um filme diante os olhos fechados de Yoroi, nada escapava dos olhos do virginiano que estava a metros de distancia do General de Cavalo Marinho. Ninguém escapava facilmente da ilusão de Yoroi, nem mesmo usando a velocidade conhecida pelo o homem como a Velocidade da Luz, nem alcançando a mais distante Galáxia, só terá alcançado mínimos centímetros. E no fim de tudo só escutará o balançar da mãos de Yoroi aplicando as mudras.
-"Pobre General, diante tanta inteligência não percebeu que continuando no caminho em que está só alcançará a morte!"-Disse Yoroi.
O General Marinho, conhecido como Bian, seguia firmemente na direção do Santuário, ou o que ele achava que era o Santuário, a situação começa a piorar diante o Cavalo Marinho, Yoroi deu uma oportunidade de Bian ir embora, mas não aceitou, como uma pessoa que está cega diante o perigo, quanto mais ele teimava em seguir para o Santuário de Athena mas ele seguia em direção a morte. O Virginiano começa a piorar a ilusão perante a Bian. A praia que reluzia em sintonia com o brilho da lua cheia começa a se movimentar em círculos a cada passo que Bian dava, a praia começa a aumentar o ritmo e então inicia algo parecido como uma sucção, puxando o General de Cavalo Marinho para baixo, afundando até ele perder o fôlego, e no momento em que ele é puxado ouvisse vários gritos, gritos de dor, e saindo da areia várias mãos começam a puxar Bian para o fundo, eram mãos de demonios famintos totalmente saturadas de sangue e algo parecido com secreção de uma ferida que está infeccionada. No fundo se ouve uma voz suave dizemdo a bian.
-Eu lhe dei uma chance General, e você não obedeceu! Agora por sua atitude você morrerá nesta praia e suas escamas ficaram como um aviso para que outros dos tais Generais de Poseidon não teimem em fazer o mesmo que você fez!-Disse Yoroi.
Yoroi aplicava seu mudra RIN, ativando a firmeza de mente e corpo alterando seu cosmo e aumentando a velocidade das areias da praia onde Bian está, o sugando para morte. Era o fim do General de Cavalo Marinho que pelo efeito da ilusão de Yoroi já poderia estar se enfraquecendo e morrendo lentamente, um general que veio do fundo do oceano para morrer na praia, em terra seca, tinha sim irônia no fim do General.
DUAS SEMANAS ANTES
Poseidon reunira todos os seus Marinas, havia convocado uma audência com todos em carácter de urgência. Ninguém sabia do que se tratava, ou por que esta reunião estava por acontecer, mas sabiam que era algo importante, afinal, em todos estes anos Poseidon nunca houvera feito nada parecido. Poseidon falou sobre seus planos e que ameaças maiores estavam para assolar todos que habitavam a terra, pois Hades estava para voltar à vida, e sendo assim, sua única saída era aliar-se à Athena, como há muitos séculos haviam feito. Bian não acreditava muito em toda esta história, mas ouviu atentamente as palavras de seu imperador. Após mais de quarenta minutos de discurso e explicações, Poseidon entregou à cada um de seus Marinas uma carta, selada com o brasão do próprio Deus dos Mares.
- Marinas! Sei que esta é uma missão na qual vocês não serão bem recebidos, por isto, não lhes cobro nada. Mas, se tiverem a oportunidade, peço que entreguem isto à Athena! Acredito que terão problemas nesta viagem, mas lembrem-se que você são Marinas!

UMA SEMANA ANTES
- Maldição! Isto ainda vai sobrar para mim!-Disse Bian.
Bian esbravejava enquanto falava sozinho próximo ao seu pilar. Nem ele, nem nenhum outro Marina estava disposto à uma missão suicida, não tão pouco depois das recentes trocas de ameaças entre ambos os reinos e o episódio com Athena.
NOITE ANTERIOR
- Droga! Poseidon continua nos alarmando sobre estes problemas! Não posso deixar com que minha família sofra por este problema! Preciso dar um jeito de resolver isto!-Disse Bian.
Por dentro Bian sabia do desafio que enfrentaria, e, apesar da sua valentia temia pela sua vida; mas mais do que isto, temia pela vida de todos seus amigos e família. E foi pensando nisso que Bian se decidiu... Seria ele o porta voz de Poseidon.
HORAS ANTES
Baian vestiu sua armadura com cuidado. Verificou cada uma das partes e tomou o cuidado de se certificar que as articulações funcionavam bem, pois dias antes havia tido problema com uma manopla mal encaixada.
- Acho que estou pronto.-Disse Bian.
Em cima da mesa, jazia a carta entregue por Poseidon... Bian cuidadosamente tomou-a em suas mãos, olhou-a discrente que aquilo pudesse mudar o rumo da humanidade, deu um suspiro profundo e a colocou dentro de sua armadura peitoral. Apertou o capacete mais firmemente na cabeça.
- Huhn... Terei que usar tudo que aprendi em todos estes anos!-Disse Bian.
AGORA
Bian não sabia o que estava acontecendo, mas as areias da praia pareciam derrubá-lo lentamente e assim sugar sua vida a cada novo suspiro. Era uma morte lenta, e além de tudo uma morte sofrida. O corpo do General foi ao chão ruidosamente, e no impacto a pequena carta soltou-se de seu peitoral e rolou pela areia. No seu último movimento em vida, Bian tentou esticar o braço em direção ao pergaminho, e esboçou um sorriso ao falhar.
- Poseidon! Acredito que agora receberão sua mensagem... Me perdoe... foi o melhor que eu pude fazer.-Disse Bian, desfalecido.
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Mensagem por Eriksen De Gêmeos em Seg Fev 11, 2013 6:03 pm

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Mensagem por Yoroi de Virgem em Qui Fev 14, 2013 11:26 am

Área de Treinamento do Yoroi 56_343
Um piar baixinho foi começando, até que o pequenino cantor libertou seu som mais agudo ao vento, cantando sem parar, como um compositor que possui inúmeras palavras para citar e rimar. Tão doce, tão eloquente para os de sua espécie. Assim cantava um pisco-do-peito-ruivo, à frente da morada de virgem, com seu peito avermelhado estufado, os olhinhos miúdos e brilhantes como orvalho negro. Estava feliz, e trazia sua felicidade para presentear o virginiano em sua tranquilidade, inundando-o com um sentimento de maior paz do que já sentia naquele momento; inundando-o com a percepção do amor do passarinho ao espaço que vive, ao ardor que sente, quando pode pisar no solo sagrado de virgem e receber a lufada de uma bênção indizível e perene. Era um bom amigo, alguém que não guarda rancor, maldade ou qualquer tipo de defeito. Assim deveria ser a humanidade; e, a partir disto, que Yoroi sorriu, encantado com a mensagem que aquele pássaro lhe passava. Viera apenas para agraciá-lo com uma olhadela, revelando que se importava em adentrar ali, porque sabia que Yoroi era só. Um presente inesquecível. E ele voou para o lado de Yoroi, pousando ao chão, ciscando e olhando-o com calma e aprovação.
- Suba aqui, pequenino.- Invadido pela emoção de sentir a presença de um ser imaculado, Yoroi o exaltou em seus pensamentos e buscou tratá-lo com extremo requinte, assim como deve ser tratada a natureza. Não fazia distinções, apenas sabia que podia conversar com o pequenino e ele o entenderia à sua maneira.- O que o traz aqui, nesta manhã fria? Por acaso veio apenas para deixar-me contemplar sua imagem? Que vaidade, meu querido amigo. Bem, sente-se, e que possamos dialogar sobre o que se passa no mundo; pois não vejo salvação para ele.- A seriedade infringiu em cada palavra, uma nota de tristeza e decepção, ele sentia que a humanidade não mudaria e, mesmo que fizesse tudo, o nada seria o melhor companheiro.
A primeira pergunta soou baixa, para que viajassem lenta e perfeitamente no ar, permitindo apenas a um ouvinte - o passarinho - escutar.
- Há um cavaleiro que precisa de nossa compreensão e ajuda... É o primeiro passo que daremos, nesta contínua andança para a salvação e transformação.
Ele não cria laços. Ele não conversa com seus semelhantes. Ele deseja ser só, assim como um andarilho que desconhece a filosofia da amizade. É como eu... E acho que você, sendo um bom mestre, poderá nos ensinar o que é a amizade e como devemos nos portar neste mundo. O que me diz sobre isto?- Era interessante olhar para ambos. Só Yoroi falava, mas o passarinho prestava atenção a cada palavra que ele pronunciava, como se entendesse tudo completamente. Eram dois amigos, mesmo que apenas um falasse... O passarinho demonstrava sua amizade no silêncio e na exaltação de um canto vigoroso e cheio de eloquência. Assim eles se falaram, e a tarde vinha chegando, porque o sol tornava-se avermelhado no horizonte e as nuvens impediam a passagem de seus raios para a terra.

O passarinho ciscou e cantou mais uma vez, alto, de forma que toda a casa foi preenchida pela candura daquela explanação do mais ávido sentimento. Ele começava seus ensinamentos. Sob o céu de nuvens vespertinas, uma figura graciosa caminhava sem pressa, mesmo diante daquela escadaria infinita. Degrau por degrau, a franja que lhe cobria a testa balançava suavemente, tal como o resto da coma azul-celeste, sugerindo um olhar mais ou menos fixo no chão de pedra branca. Tolice acreditar, no entanto, que o guardião andava distraído ou imerso em pensamentos muito profundos. A sua solidão, em particular, jamais dispensou a máxima cautela. O silêncio que o acompanhava precisava ser interrompido toda vez que solicitava passagem através das Casas, pois o fato de ser um Cavaleiro de Ouro como eles não o isentava do protocolo, de fundamental importância para a segurança do Santuário. Na hora de seguir em frente, a tendência consistia em não haver oposição por parte do outro Santo, afinal, retornar ao posto original, finda a missão, tratava-se de simples dever de praxe. Foi aí que, lembrando-se da teimosia de Shion, esboçou um sorriso lânguido.
- . . .
Certa vez, o ariano implicou infernos só para conseguir examinar um ferimento que Albafica ostentava na lateral direita do tronco, de onde escorria um filete de sangue letal sobre a escama dourada da armadura. Brusco, Peixes voltou-se contra Shion, trazendo o próprio corpo para a retaguarda e, consequentemente, para longe do toque de Áries, o qual tentara avançar, preocupado. A confusão foi feia. Rápido como ninguém, o crepúsculo tingiu o firmamento com o mais puro vermelho, sendo que o brilho rubro do fim da tarde mal contrastava com o dourado da indumentária trajada pelo calmo andarilho. Por outro lado, Yoroi parecia encarnado, como se uma aura de fogo delineasse sua silhueta – e a de seu ilustre convidado, o pisco-do-peito-ruivo. Poucos segundos decorreram, o suficiente para Albafica registrar a cena incomum, até que os lábios traçados e pálidos se movimentaram...
- ...Preciso falar com o Grande Mestre. Deixe-me passar, Yoroi.-Disse Albafica.
O engraçado é que o belo não esperou pela permissão expressa do virginiano, dando o primeiro passo adiante. Segredo que não podia ser revelado. Um segredo conhecido, mas guardado; tão sórdido, indiferente às feições joviais e suaves daquele famigerado rapaz. Senti-lo entrar e poder apreciar sua majestade era um presente ao pensamento e à concepção do virginiano, que calado e reservado, apenas escutava com atenção as palavras proferidas por seu aliado e o canto gentil do pisco-do-peito-ruivo ao seu lado, ainda lhe ensinando, à sua maneira peculiar. Havia percebido, dentro de si, a verdade absoluta que regia o âmago de seu aliado, sentindo, em infinidade, o quanto ele sofria e segurava-se para manter o semblante uma mescla de afeição com seu lado reservado. Assim ele fechava-se para o mundo, tornando-se um enigma... Um enigma que não podia ser desvendado. Todavia, em sua particular união com o universo, Yoroi, através da sua percepção do mundo, sentiu-se frágil, como se partilhasse com seu aliado, o que se passava dentro dele. E sentiu uma leve angústia, pois sabia o ônus que cercava Albafica e o afastava de seus semelhantes. Não só os boatos de sua pele ser envenenada, ou o seu sangue, mas o fato dele ser solitário, não querer ter amigos, não querer que as pessoas se aproximem dele por causa desta condição. Talvez pudesse haver uma cura, ou palavras que servissem para melhorar o seu ânimo e transformá-lo. Isto é um sacrilégio - não poder viver ao lado de pessoas que gostaríamos. Mas no fundo, Yoroi era como ele, reservado e solitário; mas não por uma condição imposta pelo universo, mas porque sentia a mediocridade que assola o mundo e o quanto as pessoas estão sendo arrogantes, orgulhosas e insaciáveis por poder. E ele não pode segurar por mais tempo sua saliva, e grossa ela rasgou a garganta, descendo lentamente.
- Você nunca se perguntou o porquê de eu nunca me envolver com os outros cavaleiros e partilhar de suas batalhas, sempre preferindo ficar em minha morada, sem sair e apenas meditar?- A voz repercutiu baixa, assim que o pisciano passava ao seu lado, bem na hora que iria ultrapassar a figura estática de Yoroi ao chão, as mãos e as pernas cruzadas.- Lhe pergunto: O que sente neste momento, Albafica? Solidão? Receio? Tristeza? Impotência?- Apenas uma tênue redoma de cosmo envolvia Yoroi, enquanto a luz do sol enfraquecia, acalmada pela sutileza do cosmo do virginiano.- Eu o conheço... O conheço tanto...- E um sorriso doce se formou em seus lábios, enquanto a voz mesclava a incólume nota da poesia.- Já reparou como o pequenino gostou de você?
O Pisco-do-peito-ruivo começou a cantar mais uma vez, antes quieto, atento às palavras de Yoroi, como se às compreendesse perfeitamente e quisesse aprender com elas. Como se quisesse aspirá-las e senti-las em sua totalidade. Ele cantava alto, e pulava aqui e ali, aproximando-se de Albafica, tão feliz, tão sonhador e amigo. Desconhecia o que se passava dentro do pisciano. Desconhecia sua desavença interna. Desconhecia seu nome. E queria sabê-lo.
- Ele está curioso para saber o seu nome. Pode dizê-lo? -Perguntou Yoroi.
As primeiras palavras de Yoroi interromperam o avanço do outro Cavaleiro de Ouro. Enquanto aquele encontrava-se sentado, voltado para o horizonte de fogo, Albafica continuava a enxergar o lado oposto, isto é, a entrada da Casa de Virgem, a poucos metros de distância. A paz do pisciano balançou, criando pequenas ondas no seu espírito. Possivelmente, graças ao cosmo brando de Virgem, à semelhança de uma borboleta que, repousando, conseguiu romper a tensão superficial da água.
- ...Vejo que dispõe de tempo livre para conversar. Creia, não é o meu caso.-Disse Albafica.
Porém, contrariando todo o sentido dessa resposta fria, as orbes gélidas – nem por isso menos cintilantes – desceram ao canto inferior esquerdo dos olhos, movimento este acompanhado pelo resto do corpo, a começar pela cabeça.
- O que você faz ou deixa de fazer é um assunto a ser tratado com o Mestre do Santuário, não?-Disse Yoroi.
Até que ele achou que poderia retornar a marcha, mas Yoroi tratou de incomodá-lo um pouco mais, agora com perguntas e afirmações de teor, no mínimo, curioso. Que brincadeira estranha e inadequada era aquela? Franzindo o cenho numa leve irritação (nada fora do usual), permitiu ser embalado pela conversa aparentemente sem sentido, cuidando para não perder o famoso sorriso passivo-agressivo.
- Já que me conhece tão bem assim, sabe que preciso estar no salão do patriarca daqui a alguns minutos. “Urgência” é o que sinto.-Disse Albafica.
Evidentemente, Albafica não queria discutir sobre seus sentimentos. Nunca o fizera antes, por que faria isso agora, apesar da curiosidade fluir de um companheiro de causa? Falando em companheirismo, o melhor que poderia fazer por Yoroi – e por qualquer outro ser vivente – era se afastar da sua presença. Só que isso estava começando a ficar difícil.
“Mas o que...”
Ingênua, a pequena ave começou a diminuir sua distância em relação àquele homem de beleza estonteante: mais uma vez, a formosura do Santo de Peixes estaria provocando a tolice alheia? Apenas uma coisa suportaria o contato com o pisciano (na dramática perspectiva deste), embora o próprio duvidasse se tal “ser” poderia ser considerado “vivo”, como aquele pássaro. Apreensivo, Albafica tratou de avisar o Cavaleiro à sua frente...
- Melhor mesmo é dizer ao seu amigo para não se aproximar de mim, Yoroi...- respondeu, desejando resguardar a integridade dos dois curiosos através do tratamento ríspido.- ...aviso que estendo a você ou, do contrário, vou ter que me desculpar perante o Grande Mestre.
O vento soprou um pouco mais forte, evidenciando o tecido branco e sedoso do mantel que ornava a Armadura de Peixes. De qualquer jeito, a capa não cobriu a amargura que reluzia das íris cristalinas. Do seio da terra, uma essência selvagem brotou, e o ar, silenciado pelo medo, tornou-se pesado como uma grande rocha. Isso aconteceu porque o tempo e o espaço sofreram uma breve aliteração, o qual as palavras de Albafica tinham sido o arauto desta violação tão íntima. Notava-se que, emudecido pela sagacidade pisciana, Asmita ganhava uma aspecto mais sombrio, e sua aura dourada enfraquecia em cor, tornando-se mais lúgubre, com bordas cinzentas. Talvez o pisciano sentisse aquele peso sobre seus ombros, em sua mente tão perspicáz, mas não menos frágil que a do passarinho embaixo de si. O passarinho, contudo, com nada sofreu, senão um doce desejo de aproximar-se daquele que acabara de falar; no entanto, impelido por alguma força sobrenatural, ele não conseguia sair do lugar, impotente, caminhando no ar, sem que a sua percepção o alertasse.
- Respeite o solo sagrado deste lugar, Albafica. Você o inundou com uma essência cinzenta e insípida. Maculou-o com seu jeito, por causa de um orgulho que esconde quem realmente é. Você é alguém que precisa ser ensinado com extremo zelo e carinho; mas o zelo de alguém que o conhece bem, assim como eu o conheço... - Yoroi levantou-se devagar, não ousando se virar para aquele que falava, e sua aura não tinha uma coloração tão bonita quanto antes, estava doentia, sem força, inundada por uma tristeza que jorrava aos borbotões e tomava a morada de virgem.

Continua...
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Mensagem por Yoroi de Virgem em Qui Fev 14, 2013 1:27 pm

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- Ali está o seu coração, no chão, sob seus pés.-Disse Yoroi.
O chão da morada de virgem foi alterado de repente, antes que os olhos pudessem olhar para baixo e perceberem o que havia acontecido; a superfície ficara espelhada, como se água jorrasse das fendas da terra e começasse a subir lentamente. Até mesmo o marulhar da água era possível escutar, como uma fonte infinita. E Albafica poderia ver a imagem dele no chão, com a armadura e seu corpo transparente, todo o seu corpo transparente, exceto o coração, que batia de forma débil, murcho e arroxeado, implorando para que o sangue viesse, e este, impedido por alguma força, não ousasse seguir rumo ao coração e auxiliá-lo com sua vivacidade e salvação. E assim o coração, murcho e pequeno, era a única coisa que se mantinha viva dentro daquele corpo mórbido e cinzento, cujos outros órgãos já haviam morrido. O que é que sustentava aquele coração ainda mais?
- O que sustenta o seu coração, é a verdade que esconde dentro de si; não pode haver máscaras; não pode haver esconderijo; você não deve permitir que o ônus de sua vida o separe daqueles que querem se aproximar de você. Pois assim, não poderá ser relembrado como um cavaleiro que és.-Disse Yoroi.
Ao longe uma menina vinha correndo, entrando na casa de virgem, com suas feições joviais tão sorridentes, os olhos brilhando de tanta felicidade em poder encontrar seu mais precioso ídolo. Uma rosa ela carregava nas mãos unidas ao peito, o vestidinho levemente sujo, maltratado. Nem por causa disso, ela se sentia triste, e notava-se, em seu semblante, que queria agradar aquele a quem dedicava tanta atenção e eficiência. Era a garota que sempre procurava Albafica, que sempre perguntava por ele, que sempre sentia sua falta, mesmo não o conhecendo. Isso se chamava devoção e amor. Será que ele, tendo visto ela tantas vezes, não haveria sentido alguma empatia pela mesma? Ou percebido seu carinho tão incondicional? Aquela era uma criança... Crianças facilmente tornam as grandes pessoas como seus ídolos; no entanto, quando os tornam,isso é sincero e absoluto. O passarinho, percebendo aquela movimentação brusca, voou para o braço direito de Yoroi, pousando sobre ele. E a menina, ofegante, parou em frente a Albafica, estendendo a rosa e falando com sua voz entre-cortada e sussurrante:
-Pra você, Sr. Albafica.- Ela logo se recompôs, e o riso não se desfez de sua face. As bochechas ficaram rosadas, os dentes reluziram num sorriso doce e ingêuo, e todo o seu espírito pareceu condensar-se numa tranquilidade inexorável, infinita. Sentia-se protegida. Sentia-se a mais capaz. Sentia-se a verdadeira amiga. Ela não passava de um fruto criado pelo universo.
- Não abrirá seu coração para dois fãs especiais, como estes, Albafica? Eles estão ansiosos por sua resposta.-Disse Yoroi.

De repente, a terna aura do virginiano transformou-se em uma coroa de energia escurecida, que o cobria desde o início das longas madeixas douradas até o ponto de contato com o chão pedregoso. Quando Yoroi deu sinal de que ia se levantar, Albafica pôde sentir, de corpo e alma, uma pequena fração do peso dos céus, tamanha a gravidade do loiro. Ao que parece, não poderia se mover, pelo menos não com a liberdade de antes. E isso não era tudo.
- Yoroi...!-Disse Albafica..
Um espelho havia se formado logo abaixo dos seus pés. De tão límpida, a água que jorrou do solo convidaria qualquer um a contemplá-la, e, quem sabe, repetir a tolice de Narciso. Porém, quando baixou a fronte, Albafica não conseguiu enxergar beleza alguma... como de costume. Na verdade, seu reflexo indicava que tinha sido reduzido à uma figura translúcida, quase se misturando com o cenário vaporoso, não fosse pelo coração envenenado. Aquele músculo outrora forte e carmesim vacilava, o tom roxo tomando conta da sua superfície e, dessa vez, não por causa do fluido letal que o preenchia.
- ...Então, eu estava certo.-Afirmou, lembrando-se da verdadeira razão pela qual havia se voltado contra Virgem. Palavra por palavra, a ingerência de Yoroi galgava novos níveis, desafiando a postura reservada do discípulo de Lugonis.- Desde o início, você planejava dificultar as coisas.- O porquê do Cavaleiro de Virgem se dignar a tanto, é um mistério., respondeu, arisco.- A verdade, você diz? Pelo que sei, não é algo que combine com esse discurso vazio. Yoroi, o que pretende?
Dúvida justa, afinal. Yoroi não era um inimigo e sequer Albafica nutria sentimentos menos nobres pelo guardião da Sexta Casa, apesar de ter ouvido comentários a respeito do comportamento controverso do virginiano (para não dizer “intrometido” e “irritante”)
- Não me diga que, por causa de um capricho tolo... deseja testar a veracidade das minhas palavras! Quantas vezes eu preciso diz...-interrompeu-se.
! ! !

Subitamente, o choque. Contrastando com as íris trêmulas do Cavaleiro, duas esmeraldas surgiram na forma de olhos infantis. A agitação do pisciano foi cortada pela imagem de Agatha. Infelizmente, a consciência de Albafica quanto à impossibilidade da garotinha encontrar-se naquele recinto oscilava, face ao poder de Yoroi. A menina e o pássaro avançavam em sua direção, fazendo com que Peixes se debatesse por dentro e por fora, quando conseguiu se mover um curto passo para trás.
- N-NÃO SE APROXIMEM DE MIM!!-Disse Albafica.
Um grito que ecoou distante alvoroçando o pequenino espectador do peito ruivo e fazendo a pobre garotinha andar um passo para trás, amedrontada com tanta veemência numa única pessoa. Ela tremeu e não piscou, tamanho o efeito que ela pareceu sentir. Era uma forte realidade, um desafio à percepção e ao coração mais frio e reservado. Era cruel e insípido. E tudo envolvia o olhar, o olfato, a audição, o tato e, principalmente, o sexto sentido.

- Um capricho? Não, não pode ser classificado como um capricho. Essa é uma existência, à qual criou em você uma delicada devoção. E só ela pode estender-te as mãos e puxá-lo deste abismo que você se encontra. Você nada mais é, do que uma pedra preciosa em cacos, o qual o valor se perdeu e, no entanto, poder ser novamente reaproveitada... Basta lapidar cada pequenino pedaço e colocá-los um ao lado do outro, a fim de recriar um coração reluzente e completo.-Disse Yoroi.
O tom de suas palavras misturava decepção e vontade de mudar, o que tornava-o mais áspero; para uma mulher, indelicado; para Albafica... Ele mesmo tomaria nota de cada palavra daquela reprodução da filosofia de Yoroi. Um ser humano só é completo, se puder aproveitar ao máximo cada dia de sua vida. E ele via que Albafica tinha uma alma bonita, mas cheia de fendas, cuja luz está frágil e com uma forma pequena, desconsolada.
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- Perceba o que o universo reservou para ti!... - Ele ergueu os dedos da mão direita e os juntou, deixando sua palma aberta. Um mudra budista, talvez desconhecido pelo cavaleiro, seu aliado. Todavia, Yoroi resolveu explicar-lhe o que ocorreria.- Este é o gesto de proteção ou destemor, associado à benevolência do Buda Sakyamuni que domou um elefante com este gesto. E acho que será o suficiente para torná-lo mais receptivo aos meus ensinamentos e à filosofia de vida que citarei para ti.
Tendo feito o gesto, o cosmo de Yoroi oscilou na morada, sobrepujando o ar e elevando-se a um nível muito alto, o qual a telecinése tornava-se uma existência diferente do peso das partículas, não só agiria no lado físico, como também no psicológico e espiritual do cavaleiro de peixes - caso não houvesse algo que proibisse a ascensão do cosmo do virginiano sobre ele -, e aquele mudra era um estado de sapiência que a mente influenciava os preceitos do universo e, através da benevolência íntima do virginiano, o "presentearia" com o efeito desejado. Uma filosofia antiga, ensinada por poucos mestres budistas.
- Agora veja como ela age. - Uma pitada de auxílio, um leve toque na percepção e na mente. E, quando falou, Agatha -a menininha de madeixas castanho-claras aproximou um passo, com seus olhos súplices, molhados e brilhantes, não piscavam, e estão vidrados nos olhos dele, como se fizessem um pedido silencioso. O passarinho, o famoso pisco-do-peito-ruivo foi se aproximando também, curioso, não ousando mais ciscar, apenas cantando com alegria, baixinho, como se falasse um idioma entendível graças à sua fidedigna demonstração de afeto ao pisciano.- Observe e aprecia... Sinta a ação do universo sobre você... Albafica.
A reação de Agatha, melhor dizendo, da ilusão que tomou a forma da garota, fez nascer a dor do arrependimento no semblante cristalino do pisciano, o qual parecia estar preso em sonhos. Algumas vezes, ele gostaria de desculpar-se pelos modos rudes. Daí, lembrava-se que isso era o de menos, pois garantia que os outros não sofressem, como se o simples contato com a tez alva de Albafica fosse o suficiente para envenenar e matar. Oras, correr riscos estava fora de cogitação. Dividindo a atenção para a voz de Yoroi, agitou a cabeça, no intuito de clarear seu pensamento, não logrando tanto êxito assim.
- O que você sabe...?- Foi a pergunta diante das comparações ofensivas feitas por Yoroi. O virginiano dominava a arte da presunção como ninguém.- Em outras palavras, sugere que eu seja tão irresponsável a ponto de arriscar a vida das outras pessoas. É a prova cabal de que...
Albafica conheceu, sim, o toque humano. Por algum tempo, não careceu pensar em seguir o caminho da solidão: a morte do querido mestre o pegou de surpresa, já que não sabia de todos os detalhes da Cerimônia do Elo Carmesim; informações omitidas de propósito por Lugonis.
"-Perdoar quem não se arrepende é como desenhar figuras na água."
- ...você não sabe qualquer coisa sobre mim!!!-Disse Albáfica.
O desabafo foi sucedido por um peso sem igual sobre o Cavaleiro de Ouro do Veneno. O que era um peixe se debatendo contra o mantra que domou um elefante? A sensação frente ao cosmo ascendente de Virgem era confusa, pois misturava pressão e dormência; força e gentileza. Foi quando Albafica compreendeu – a vontade de Yoroi era inocente. À essa altura, Agatha e o pisco chegavam cada vez mais perto. No entanto, o mesmo peixe sem fôlego recusava-se a cair, elevando o próprio cosmo enquanto falava ao outro Cavaleiro.
- Eu nunca vou deixar de proteger as pessoas contra o sangue carmesim, e por incrível que pareça, isso inclui você. Jamais permitirei dúvidas sobre o meu caminho; o mesmo destino trilhado por ele com orgulho!, exclamou, revolvendo-se até confrontar o belo rosto virginiano.- Será que pode dizer o mesmo, Virgem?- Retrucou, referindo-se ao ceticismo de Yoroi.
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Uma onda propagou-se sobre a água que invadira o recinto. Albafica percebeu que a fonte da confusão, afinal, consistia no Dourado à sua frente. Contudo, libertar-se daquele aquário de fantasia era tarefa árdua, assim como controlar seus próprios sentimentos (a chave para recuperar a lucidez completa de Peixes).
Continua...

OFF: Aê, eu vou dividir este capítulo em 3 partes... Esta é a segunda, enquanto ninguém avalia a primeira, estarei postando esse segundo capítulo, e terminarei em breve o terceiro... Ou seja, já foi postado 2 treinos, espero a avaliação.
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Mensagem por Yoroi de Virgem em Qui Fev 14, 2013 3:30 pm

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- Você às protegerá contra o sangue carmesin... Mas, e quanto à morte? Conseguirá?-Perguntou Yoroi.
Diante destas palavras, o chão começou a se rachar, e um baque surdo sucedeu-se no umbral sob os pés da garotinha, assustando-a, fazendo-a olhar para trás e para baixo, enquanto a rachadura ia quebrantando o solo em sua direção. - Ahn?! - Assustada, ela sentiu-se oprimida, e seus joelhos tremeram, e o medo apossou-se dos seus olhos e do seu corpo. Ela seria vítima de um rápido terremoto, como o bote de uma serpente, o qual paralisa o alvo, antes de picá-lo.
- Como você a salvará agora? Tem que pegá-la pela mão, ou será impossível impedí-la de cair. -Disse Yoroi.
Um buraco se abriu sob os pés dela, tão profundo que não era possível ver o seu fundo; lembrava uma imensa boca sem dentes, cujo ar que provinha era um mau hálito vil e fúnebre... A própria percepção o escolheria como uma passagem ao inferno, de tanta agonia que exalava daquele lugar.
- Ciclo das Seis Existências!- Disse Yoroi.
O cenário se modificou em um circulo de inúmeras imagens, às quais iam subindo num ciclone lento e gigante, e ela ia caindo entre as imagens, sem parar em nenhuma, como se estivesse flutuando, só porque Yoroi permitia. Ela seria arremessada a um dos seis mundos, mas para isso, Yoroi teria que se livrar do próprio mundo a que seria enviado, pois ele não fora exceção, e aquela técnica era tão genuína quanto as feições do próprio virginiano. Ele seria pego, e como salvaria Ágatha? Como ele poderia impedir que ela caísse, sendo que teria que se preocupar com a condição de seu corpo e com a proteção de uma vida tão pura e jovem? Será que ele permitiria que ela caisse, também? Yoroi ficou observando, enquanto os ares ganhavam a força de um tornado e esvoaçavam as madeixas dos três. Apenas o pisco, em sua realeza, mantinha-se protegido por uma redoma de energia criada por Yoroi.
- Como irá salvá-la, Albafica de Peixes, se nem a si poderá salvar?- Sua voz era repleta de maldade, totalmente desafiadora, arrogante. Agora não era mais um teste, era uma provação que Albafica deveria passar e ainda impedir que uma pessoa querida morresse.- Seja educado, quando for se pronúnciar a alguém que se importa com você; a humildade é a maior virtude de um homem.- E nada era mutável. Na realidade, Albafica veria, assim que fizesse a sua escolha, que não saíra do lugar, muito menos que sua preciosa Ágatha estava ali. Só veria o pisco, piscando o tempo todo, cantarolando e ciscando - longe dele. Yoroi quieto em seu canto.
Ele a conhecia melhor do que a garotinha poderia imaginar. Durante suas passagens por Rodorio, o guardião havia notado o ritmo apressado da pequena floricultora, sempre tão prestativa. Na primeira oportunidade, quando alguns aldeões a chamaram por seu nome, Albafica gravou-o facilmente, silenciosamente. Assim agia aquele Cavaleiro intocável. Peixes não tinha tempo para questionar o que estava vendo, pois as ilusões alcançaram um novo nível. No mundo, existem pessoas que perseguem as próprias ilusões; outras testemunham a realidade, mas não são capazes de acreditar nela. Então, o que realmente importa? Para Albafica, a resposta era Ágatha.
-“Não pode ser!!!”-Pensou Albafica.
Apenas um sentimento forte, ligado à afeição e gentileza que buscava controlar com todas as forças, fez com que deixasse de lado seu empenho para atingir a razão do virginiano. Yoroi estava pressionando seu companheiro a fim de fazê-lo transbordar; seu cosmo alcançou um pico inesperado, o que fez com que o outro Cavaleiro de Ouro trepidasse diante da cena horrível.
- AGATHA!!!-Gritou Albafica.
Um raio escarlate distinguiu-se no espaço distorcido pela técnica de Yoroi. Explodindo seu cosmo, Albafica alcançou não apenas a mão de Agatha. Arrebatado, avançou em pleno ar, trazendo a menina para junto do corpo e envolvendo-a completamente com os braços protegidos pela armadura dourada. A corrente de vento era brutal e, apesar de Albafica ter conseguido afastá-la da grota infernal, os dois pareciam cair no vórtice formado pelas imagens sagradas invocadas na execução do Rikudo Rinne (Ciclo das Seis Existências).
- Não importa o que vai fazer comigo!! Eu juro que não haverá espaço entre céu e terra onde você possa se esconder caso alguma coisa aconteça à ela!!!-Bradou, enquanto abraçava Agatha.
Bocas esfomeadas, garras imundas, formas divinas, um belo campo de flores brancas, o inferno e... tudo o que Albafica desejou foi que Agatha voltasse para sua casa e família, nem que ele mesmo tivesse que ser jogado nas trevas do submundo.
-“Albafica-sama... Albafica-sama!!!”-Dizia a Garota.
Quanto tempo se passou até ele sentir que recobrou a lucidez, só o Cavaleiro de Virgem pode responder. Estendido e com o lado esquerdo do rosto nivelado no solo firme, Albafica, pôde reconhecer duas formas, quais sejam, o pisco (em seu canto alegre) e, no fundo, Yoroi... Como se nada tivesse acontecido. Naquela posição vulnerável, concluiu que Agatha nunca estivera lá.
"-Por que eu não percebi isso antes...?"- Questionou-se, agora de pé no mesmo lugar. Sabia que Yoroi havia conseguido provar, pelo menos em parte, o seu ponto de vista.
-Você não tinha um encontro com o Grande Mestre?-Perguntou Yoroi, falando como se nada ouvesse acontecido, dando de costas para Albafica e adentrando novamente em sua casa.
O cavaleiro de Peixes, ainda assustado, vendo o ocorrido nada mais fez, além de prosseguir com a sua caminhada até o salão do grande mestre, após o dito por Yoroi.
-"Fascinante..."-Disse Yoroi em pensamentos. Voltando para o seu trono, em forma de Lotus.
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Mensagem por Sebastian de Mefistófeles em Sex Fev 15, 2013 10:48 am

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Mensagem por Yoroi de Virgem em Sex Fev 15, 2013 2:41 pm

A Guerra Santa
Santuário
A Guerra Santa estava em seu ápice, muitos cavaleiros haviam caído, nunca houvera uma guerra como está. O Saint de peixes fora o primeiro cavaleiro a cair perante o inimigo. O cosmo do dourado fora sentindo em todas as casas e mesmo ele sendo uma pessoa reservada, sua morte foi sentida por todos os cavaleiros, a leva de espectro estava seguindo caminho a primeira casa.
SEXTA CASA – VIRGEM
Área de Treinamento do Yoroi 129618112
O cavaleiro de virgem estava em sua meditação, concentrado, ele não se movia e nem se importava com os acontecimentos que acontecera no santuário, porém, sentiu o cosmo conhecido se esvaindo aos poucos até desaparecer, fazendo assim, o cavaleiro despertar de sua meditação.
- Parece que eles chegaram.- Falou para si mesmo, se levantando de sua posição de lótus, posição de costume em sua meditação, enrolara seu rosário no braço esquerdo e caminhara em direção a saída da casa de virgem.
Os cosmos negros dos espectros estavam adentrando cada vez mais as casas zodiacais, e o virginiano descia as escadarias em direção às seguintes casas: Leão, Câncer, Gêmeos, Touro, Áries, passou pelas duas primeiras casas após a sua, chegando na de Gêmeos, teve uma certa dificuldade, devido ao labirinto que lá existia, porém, não demorou a sair, nas próximas casas Touro e Áries com seus respectivos cavaleiros, fora indagado o porque de estar saindo do santuário em uma hora como aquela, a resposta do cavaleiro fora curta e simples.
– Meus caminhos e obrigações eu que decido, por hora, segurei rumo à saída do Santuário.-Ambos os cavaleiros entenderam o que ele iria fazer e conhecendo a personalidade do virginiano, estranharam, mas não questionaram. Fora das doze casas, o cavaleiro agora poderia utilizar o teletransporte, uma de suas técnicas, e talvez a técnica mais útil que o mesmo possa utilizar, e assim se teletransportou a uma área bem próxima da arena de treino, ou Coliseu.

COLISEU
Assim que chegou ao local, pode ver muitos corpos caídos no chão, muitos aspirantes, cavaleiros de bronze e prata.
-"Pena, não ter a força suficiente para subjugar seu oponente, acaba em uma morte sem sentido e vaga, tenho dó de Athena por sustentar uma esperança em cima de pessoas como essas,e pena dessas por sustentar um sonho, e não ser capaz de alcançá-los.- Devaneou o cavaleiro, não demorou para sentir os cosmos espectrais logo a sua frente, e da mesma forma que chegou ao coliseu seguiu ao encontro das tropas de Hades.
EM ALGUM LUGAR ENTRE O COLISEU E A PRIMEIRA CASA.
O Cosmo dourado do cavaleiro de virgem aparecera subitamente a frente da tropa de Hades, um grupo pequeno, um batedor. O cavaleiro de virgem ficou parado diante daqueles que são conhecidos como demônios e com uma calma e serenidade extrema falou:
- Daqui, estão terminantemente proibidos de passar!-Exclamou.- Eu Yoroi, cavaleiro de Ouro de Virgem proíbo vocês, espectro imundos de seguirem adiante, não permitirei que continuem vagando por essas terras!- A frieza em suas palavras era notável, mas não era algo incomum, era uma de suas características.
Sua atenção era voltada a todos, porém havia um soldado de Hades ali, que tinha uma atenção especial do cavaleiro, e foi a ela que Yoroi se dirigiu.
- Se entendeu, aconselho que siga o caminho de volta.- Assim Yoroi permaneceu parado a frente daqueles espectros.
[b]Uma densa energia emanou do Kyoto dando origem a um cosmo macabro que ganhou forma e alastrou-se ao redor do juíz gerando um vácuo. Estava furioso por ter desperdiçado alguns segundos prestando a atenção no cavaleiro. Estes mesmos segundos que se passaram até o general libertar parte da energia concentrada próximo aos seus pés em um comando visual. Toda aquela energia sombria ecoou pelo ambiente gerando uma rajada de ventos fortes, onde inúmeros detritos foram lançados em direção ao servo do santuário.

- Quem é você para me aconselhar?- Coloque-se em teu lugar inseto amarelo, e curve-se perante a mim, Minos de Griffon!-Disse o Kyoto.
Palavras diretas e ações concretas estavam no script do juíz. Minos precisava de mais uma marionete para que o show recomeçasse em grande estilo, mas dessa vez não haveria tantos coadjuvantes como na batalha anterior, mas surpresas poderiam ocorrer em breve. O Kyoto encarou o loiro à sua frente e sem mais delongas, indagou
o próprio, mas também lhe fornecia algumas respostas.

- Viestes resgatar seus companheiros? Caso este seja seu objetivo primário, lhe informo com prazer que todos estão devidamente mortos. Huhuh.-Disse o Kyoto, seguida de uma breve gargalhada.
O Poder do Kyoto a sua frente era incrível, não é a toa que alguns cavaleiros, e o cavaleiro de Ouro de Peixes fora derrotado e morto pelo mesmo.
- Minos de Griffon, você pergunta quem sou para lhe aconselhar? Vocês Espectros e Kyotos sempre achando que são superiores a nós, admito que és forte, porém, quem deve se colocar em seu lugar é você Minos.-Disse Yoroi.
O Cavaleiro de virgem se manteve parado a frente do juíz, e mesmo com aquela poderosa rajada de vento que o Juíz causou, jogando pequenos detritos que foram facilmente desintegrados, Yoroi continuou no caminho do Juíz, ao ouvir a indagação e resposta de Minos, o dourado esboçou um pequeno sorriso.
- Resgatar meus companheiros? Esta enganado se achas que viria aqui para resgatá-los.-Friamente o cavaleiro falou, e com uma expressão seria e sem sentimento algum, continuou.- Tais cavaleiros tiveram a morte que mereceram, não foram capazes de subjugar o oponente, não são dignos de protegerem aquela Athena.-A frieza de Yoroi com seus caídos amigos era algo comum, pois o mesmo não era dotado de sentimentos, ou melhor, os abandonara quando iniciou seu treino.- Minos, meu objetivo é claro, desde a minha chegada foi em dizimar as forças de Hades que invadiram o Santuário!
O Cavaleiro de Virgem, que outrora estava parado a frente de Minos, agora havia se colocado em posição de Lotus e elevara sua cosmo-energia.
-Ohm!!- Ao levantar seu braço portando o rosário, o cavaleiro de Virgem conjurara uma de suas técnicas!
As razões que fizeram aquele homem se deslocar de sua morada rumo à morte, de fato não interessava o poderoso general. Cedo ou tarde, seria apenas mais um cadáver amarelo estirado no solo. O santuário de Athena estava mais lembrando um hospício onde os loucos desciam ribanceira abaixo rumo ao inferno.
-Em um momento afirma que não vieste resgatar seus amigos peçonhentos. Em contrapartida afirma que seus companheiros não foram dignos e por isso veio manifestar o seu desejo em dizimar as tropas de Hades? -Perguntou o Kyoto.
[b]Mesmo crendo estar na frente de mais um tolo, podia valorizar sua coragem e astúcia que tinha nas palavras. Por um momento Minos cogitou em matá-lo friamente, mas não havia necessidade para pressa, seu novo oponente mostrava-se inofensivo. Eis que fora surpreendido por um ataque de espíritos vorazes, que não fazia trepidar a confiança do homem de confiança do Imperador das trevas.

-Saiba que seu desejo é impossível.-Disse o Kyoto.
Explodiu o cosmo gerando uma segunda onda de ventos intensos, dessa vez uma ventania controlada nas laterais para afunilar ao centro seus convidados; os espíritos invocados por Yoroi. Em base de combate, o general cerrou o punho direito e formou uma grossa camada de energia púrpura em sua mão. À medida que os ventos faziam os espíritos virem de encontro mais lentamente. A energia negra em torno de Minos tornava-se mais intensa. Ao abrir o punho, manipulando uma pequena esfera de energia, o juíz agarrou àquilo que seria o crânio do primeiro dos espíritos e o dizimou, fazendo-o como refluxo para que todos os demais também fossem exterminados indo de encontro ao seu lugar de origem; Yoroi.
-Mesmo sua deusa Athena não teria capacidade para realizar um objetivo absurdo desses como destruir as forças do Imperador. A morte predomina neste mundo!-Disse o Kyoto.
O intuito de Minos é de destruir tudo ao seu alcance para pegar o cavaleiro de ouro que visivelmente estava parado como um alvo fácil com sua mão e estrangulá-lo enquanto profere suas frases de impacto, e o arrastá-lo por alguns metros onde arremessa-o para longe caso tenha sucesso. Alguns dos espíritos da técnica de Yoroi podem ter transpassado as forças defensivas de Minos e até atingindo-o superficialmente, gerando leves lesões e arranhões mais visíveis nas partes onde sua Sapúris não protege. O que pouco fazia diferença porque o cavaleiro de ouro havia Despertado o poder de um dos mais temidos homens de todo inferno, se não o mais Temido! A Sapúris de Griffon ressoava alegre pelo cheiro da morte no ar.
-Mostre-me mais! Vamos, reles cavaleiro. Se tudo que tens são estes vultos, logo lhe transformarei em um deles!-Disse o Kyoto.
-Interessante.- Falou para si, logo após perceber que o Kyoto escapou de seu golpe com uma certa facilidade, o cavaleiro de virgem mantinha sua face seria e serena diante daquele que é considerado o mais forte dos 108 espectros de Hades, porém, mesmo o Kyoto mostrando um poder incrível e cavaleiro não se abalou e se manteve parado em sua posição costumeira.-Minos de Griffon, você diz que nem mesmo Athena é capaz de dizimar tal tropa, mas esqueceste que desde a época mitológica seu senhor vem perdendo e tendo suas forças aniquiladas por essa deusa.- Yoroi se mantinha sereno e confiante, mesmo sabendo que diante dele esta um homem terrível e sedento por sangue. - Devo parabenizá-lo por ter escapado de minha técnica assim dessa forma, creio que tenha lhe subestimado, porém, não é do meu feitio prolongar uma luta.
O Cavaleiro de virgem era direto e sempre mantendo sua serenidade, seu cosmo se mostrava calmo e com os ventos que envolvia o ambienta da luta e a quietude do lugar fora desaparecendo devido ao cosmo de Yoroi. O cosmo dourado do cavaleiro estava se elevando mostrando ao espectro parte de seu poder, uma flor de lótus fora aparecendo abaixo do cavaleiro, fechada, a mesma possuía um brilho admirável misturando um tom dourado co, o rosa.
-OM HÁ HUNG BENSA GURU PEMA SIDHI HUNG!!.-Disse Yoroi.
Com suas mãos juntas, como se estivesse rezando, Yoroi invocava seu mantra assim fazendo a grande flor de lutos que aparecia se abrir, com perfeição divina, a flor fora abrindo sua pétalas devagar e a cada momento o cosmo do dourado fazia o mesmo, se elevando. Com a flor de lótus totalmente aberta e seu cosmo elevado a um nível que, há muito tempo o cavaleiro de virgem não elevara.
- Vultos? Tenha cuidado com que desejaste Minos, sabe muito bem que temos o que desejamos.- Com um leve tom de ameaça, o cavaleiro mexeu sua mão e sacudiu o rosário, deixando o mesmo de uma forma como se estivesse flutuando.- No Budismo existe uma lenda de que todo ser vivo, animais, humanos e criaturas das trevas, possui dentro de si um inferno, eu que sempre vivi a busca da verdade e perfeição estou ciente de que qualquer desvio que possa ter aparecera aquele que irá me punir e sem dúvidas cairei no inferno que condiz comigo.- Serenamente o cavaleiro falava ao Kyoto a sua frente.– Você Minos mesmo sendo um ser infernal e que sempre reencarna no mesmo corpo, apesar de ser um corpo humano, também possui seu inferno e também existe aquele capaz enviá-lo.
A silhueta de Buda fora aparecendo atrás do cavaleiro de virgem mudando totalmente o ambiente, fazendo parecer que estavam em outro lugar, outra dimensão , e assim o cosmo de Yoroi, que a poucos estava somente se elevando mantendo sua paz, se tornou mais agressivo.
- Minos de Griffon, o primeiro juiz do inferno, a poucos pediu para lhe dar mais, bom farei o que desejaste.-Disse Yoroi.
Com o balançar de sua mão o cavaleiro invocou mais uma de suas técnicas, esta mais forte que a outra realizada a poucos.
- Como havia falado, diante de você esta aquele que irá mostrar o inferno que mais lhe convém.- Disse Yoroi.- Om mani padme hum Ciclo da seis existências(Rikudo Rinne)!
Com o rosário balançando aos ventos emitidos devido ao cosmo de Yoroi, a técnica de transição pelos infernos do mundo Budista fora lançada ao Kyoto com extrema agressividade. Mesmo para um Kyoto, a reação do mesmo não fora diferente dos das outras pessoas que Yoroi tivera prendido nesta técnica. A técnica havia sido lançada, e o Kyoto acabara de ser presa na mesma. A técnica fora bem sucedida, entre tanto, não demoraria muito para que aquele Kyoto e a tropa de Hades, voltassem a adentrar no santuário de Athena. Mas quando voltassem, o cavaleiro de virgem estaria lá para deter os mesmos.

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Mensagem por Lawliet de Escorpião em Sex Fev 15, 2013 3:56 pm

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Mensagem por Yoroi de Virgem em Sex Fev 15, 2013 6:35 pm

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Causador de milagres, palavra perfeita para distinguir o ousado homem capaz de superar com perfeita maestria à limitação da essência dos mortais. Por toda vida destinado a fortalecer o espírito em busca da verdade absoluta aglomerado entre Terra e o mundo espiritual. Inicialmente dedicado com motivo de não desejar o próprio sofrimento apôs a morte e com esse ideal percorreu por anos. Todavia naquele momento seus ideais são nobres, tendo o único interesse de Salvar Athena sequestrada por Hades diante da presença do virginiano.
-"Terei êxito em alcançar a ti pequena Athena, no anseio da glória de vossa vitória.”-Disse Yoroi, em pensamentos.
O tempo não se mostrara a favor de Yoroi, não tendo o luxo de esperar pelos “Santos de Bronze e os de ouro” chegarem . O último teste deverá ser iniciado naquele momento, toda dedicação em vida mostrara resultado naquele ocasião . A certeza nos pensamentos do budista é incondicional, a ideologia carregada consigo afirma que o próprio esta próximo para alcançar a divindade absoluta. Assim o faz, o cosmo explode grandiosamente a ponto de provavelmente ser sentida por qualquer criatura presente em uma das três Giudecca e ou entre as oitos prisões, simultaneamente a presença de Yoroi desaparece em decorrer de milésimos de segundos e reaparece em...
Elysius, a Terra onde mortais não entram, onde pecado não existe, sendo assim perfeita para se comparar com o budista , ver aquela linda paisagem floridos com pássaros e pequenos insetos, é como imagem refletida no que passa dentro dos pensamento do Ateniense. Sem demora o invasor caminha em direção da presença de Hades....

- ....
Campos Elíseos, morada daqueles considerados seres divinos onde se encontra o verdadeiro corpo de Hades, localizado em um grande e imponente palácio negro. O Imperador que neste momento apoderava em seus braços, por hora, com corpo mortal, a deusa Athena desejando aprisioná-la e tomar seu lugar como regente da terra. O deus do inferno calmamente seguiu até seu majestoso trono e assim chamou pelos deuses gêmeos.
- Thanatos!! Hypnos.-Chamou seus principais subordinados ou acessores, se sentando em seu trono localizado ao fundo do principal salão de seu palácio. O Deus, que se encontrava de pernas cruzadas e com as mãos depositadas nos braços do trono advertiu os deuses gêmeos.-Neste momento encontra-se em meus aposentos minha sobrinha, logo seus subordinados estarão chegando ao Elíseos, Thanatos leve Athena para o calabouço e cuide para que a mesma não escape, e você Hypnos, cuide para que os cavaleiros não profanem este lugar.
A ordem do deus fora simples, cuidar de um prisioneiro e matar todo aquele que tentar resgatá-lo.Como ordenado Thanatos seguiu até o calabouço com Athena em seus braço, deusa que ainda estava desmaiada, e assim contra gosto ficou no local vigiando. Hypnos seguiu até sua morada, calmamente o deus seguia pelos campos floridos observando a bela paisagem que o local proporcionava aos seus olhos dourados, em devaneios por conta da informação que seu imperador acabara de passar o senhor do sono queria saber como Hades saiu do inferno foi ao Santuário e voltara com a Deusa Athena sem que o mesmo sentisse a falta do imperador.
-"Sem dúvidas ele esta despertando.-Hypnos fora despertado de seus pensamentos por uma de suas ninfas, que corria em sua direção aos gritos.
-Senhor Hypnos, Senhor Hypnos! Há um demônio dourado no Elíseos, por favor, tire ele daqui senhor.-Gritava a Ninfa.
- Calma! Volte a minha morada e fale para suas irmãs não saírem.-Disse Hypnos.

O Deus falou serenamente com a sua concubina e seguiu em direção ao local, que agora passou a prestar atenção, pode sentir um cosmo diferente, era um cosmo poderoso e que sem dúvidas não era de um demônio.
-Nenhum demônio teria tal cosmo.-Falou para si e continuou.– Este cosmo é puro e livre de maldade, estranhamente aproxima muito ao de um deus.
Hypnos se aproximou do tal demônio e sentiu seu poder se desfazendo assim de sua teoria principal, não era um demônio, mas sim um humano.
- Veja só! A tenancidade do ser humano é algo realmente incrível!-Disse Hypnos.
O Cosmo da divindade do sono era algo notável e sem muita demora o mesmo aparece diante do humano que adentrou nos Elíseos, há poucos centímetros do solo Hypnos se postou a frente daquele ser e assim se dirigiu ao mesmo.
- A julgar pela suas vestes é sem dúvidas um cavaleiro de ouro de Athena, vejo que veio mais rápido que qualquer outro cavaleiro, és dotado de um grandioso poder, afinal chegastes aqui sem ao menos ser um deus.-Disse Hypnos.
A Voz serena e imponente do deus ecoava nos campos floridos do Elíseos e com o mesmo tom tornou a falar.
- Cavaleiro, diga-me, de onde sai tanta coragem em vir aqui no Elíseos, profanar o solo sagrado, onde somente nós, deuses podemos permanecer?-Perguntou Hypnos.
A imponência que o deus transmitia era notável e digna de alguém do seu escalão, assim Hypnos aguardou o cavaleiro loiro de olhos fechados, que estava a sua frente. Após minutos percorrendo na terra sagrada o virginiano nota um grito assustado de uma jovem mulher ecoar por aquela pequena panorama, o ateniense limitou a virar o rosto em direção à exclamação de medo , não ousando correr atrás dela , ou mesmo tentar falar com a inocente, não houve necessidade para isso, uma vez a presença de Hades se mostra clara, sem contar com anseio de poupar a ampliação de medo da pobre menina da qual não tem culpa de nada. Assim o fiel à Athena continua a jornada ate encontrar com um majestoso palácio da cor de ébano. Notando quatro essências divinas no interior daquela morada, Athena, Hades, e mais duas presenças incógnitas . Entretanto os segundos são gastos e Hades fica sozinho, Athena possivelmente levada por um servo de Hades para algum lugar desconhecido e a ultima presença caminha no encontro de Yoroi e logo ambos se encontram, tendo o Semi-Deus iniciando a comunicação verbal.
- Para alguém que desfrutou por séculos os prazeres da vida entre a Terra e o Elysios , não creio que seja algo de novo para ti ver um humano pisando nesse solo.-Disse Yoroi.
Não sendo diferente no grau de voz comparado com Hypnos, a expressão facial do “santo de Athena” transmite serenidade.Cessou as palavras para poder retoma a sequência da respiração adequada para auxíliar a concentração que tanto preza. Após ouvir as palavras do provável adversário, Yoroi o responde novamente.
- O motivo da coragem é como já viste no decorrer da Guerra Santa. A perspicaz de um Deus é inigualável, com essa benção sua essência tudo pode sentir , seu olhar em tudo pode alcançar .-Disse Yoroi.
Pausou a fala, para dar tempo ao Semi Deus poder refletir na resposta dada, e com a mesma perspicaz que o virgiano cita , o próprio usa contra seu adversário, buscando a verdade na essência do Semi-Deus...
-E apesar de toda essa bênção adquirida, tu ainda pergunta qual é o motivo de minha coragem em invadir esse local. A verdade é única, é por Athena.-Disse Yoroi, o fodão, foderoso, fodástico.
Admirado com a imponência do humano a sua frente, Hypnos não esboçara nenhuma reação diante das palavras do santo guerreiro.
- Desfrutar? Alguém como você, humano, não entende o que é ser um deus, não conheceste as responsabilidade que cada um de nós possuímos, por séculos eu e meu irmão Thanatos, tivemos que cuidar das mortes e sonhos de todos os humanos existentes na terra."- Ainda com os olhos serenos em direção ao sujeito a sua frente, o deus voltou a falar após uma pequena pausa."- De fato, esta certa em dizer que não é o primeiro humano a pisar neste solo sagrado, olhe a sua volta sem duvidas pode notar que o rio Lete passa ali há frente, e como já deve saber tal rio é conhecido com o rio do esquecimento, então aqui há muitos humanos mortos que se banham para voltar a vida ou reencarnar, porem, és o primeiro a chegar com vida e traspassar as dimensões do espaço e tempo, onde somente nos deuses possuímos tal capacidade.
Observando atentamente os dizeres do cavaleiro Hypnos ficava cada vez mais intrigado com tal homem, pois sua inteligência, sua perspicaz era algo alem do um huomano comum, se aproximava muito há um deus, fora quando ocorreu em sua mente uma breve lembrança, na verdade, um breve relato. “ – Yoroi de Virgem o Homem mais próximo de um deus.” sussurrou, o senhor do sono não saberia ao certo quem havia falado, mas pode associar aquele pensamento, aqueles dizeres com o homem a sua frente, tendo mais certeza com suas palavras.
-Guerra Santa? Hehe. Impressiono-me com sua inteligência e perspicaz cavaleiro, ou devo dizer Yoroi de Virgem, “o Homem mais Próximo de deus”, porém, por mais próximo de nos deuses que você possa estar, ainda possui limitações, a guerra Santa que você fala, que vocês cavaleiros de Athena tem tanta coragem, honra e se mostram orgulhosos em dizer que protegem a terra, não sabem nem um pouco da real situação e o real motivo para que ela exista.-O Tom sereno de Hypos era algo impressionante se comparar com seu irmão gêmeo Thanatos, pois esta deus era dotado de uma calma assustadora, uma paciência que so alguém como Yoroi de Virgem poderia compreender.- Você diz que esta aqui por Athena, mas sabe realmente o motivo pelo qual Athena esta aqui? Cavaleiro, nós deuses vivos em pé de Guerra, é admirável o amor que Atena nutre por vocês humanos e devo dizer que é assustadora o ódio que Ares nutriu com a humanidade, o Imperador Hades prevendo que seu planeta estaria acabado com todo esse ódio, tentou a muitos anos diplomaticamente tomar a posse de seu planeta, porém, como deve imaginar, Athena negou.
O Deus inicia uma conversa sobre um pequeno acontecimento que acontecera a milhares de Anos no monte olimpo, uma época que os santos de Athena nem pensavam em existir.
- Sua amada deusa, era a mais temida dos filhos de Zeus, até mesmo pelo seu tio Hades e Poseidon, claro que nenhum deles iria admitir tal fato, tal medo fora adquirido pelo fato, de Athena ter derrotado Ares com maestria sem ao menos tomar um golpe, sua deusa Yoroi, era a divindade que mais possuía a vontade de lutar entre os deuses, não era carnificina mas sim o desejo pela vitoria, algo comum para alguém que nascera como a deusa da guerra justa.-Após uma pequena pausa.- Sua deusa esta totalmente mudada, o fato dela estar reencarnado em um corpo mortal a milhares de anos, fora mudando sua percepção do acontecimentos e prejudicando suas ações, Athena sempre fora uma deusa amorosa, porém, era uma deusa esperta e dificilmente agiria com o coração, hoje isso é raro, e suas ações estão acabando com vocês humanos, hoje meu senhor Hades tem uma única missão, trazer de volta aquela deusa a quem todos respeitavam , seu irmão Zeus nos ordenou que limpássemos sua alma e purificarmos seu corpo. - Yoroi de Virgem seus atos fora dignos de estar aqui, porém, sua viagem pelos Elíseos terá uma pequena mudança, me siga!- Autoritário o deus falou para o cavaleiro segui-lo. – Sua capacidade esta além de um ser humano comum, porém, és um humano e esta em um solo que ainda não és digno de pisar.
A limpa e bela paisagem dos campos Elíseos fora desaparecendo aos poucos dando lugar ha uma paisagem bela, porém não como a do Elíseos, tal lugar era majestoso, possuía belos campos verdes parecia uma pequena versão do paraíso de Hades.
- Seja bem vindo ao mundo dos sonhos!-Exclamou Hypnos.- Esta é o meu mundo cavaleiro, minha morada e meu paraíso, aqui és digno de pisar!-Tal atitude de Hypnos era demasiadamente estranha, pois nunca havia levado alguém ao seu mundo, porém , seu interesse por este cavaleiro e a situação que se encontrara levou o deus a tomar tais atitudes.
Após as últimas palavras o virginiano manteve em silêncio, dando à liberdade para Hypnos articular o quanto quiser , tal concede explicações sobre os temas abordado pelo próprio Ateniense, a vinda de humanos sobre o Elysios, o lugar onde não aceitam mortais banhados pelo pecado , mas enquanto aos Deuses encontrado nas mesmas condições ? ”Questão da qual será ignorada por hora. No continuo o cavaleiro de ouro altera a posição do próprio corpo, levitando a alguns centímetros distante do solo , ficando na posição de lótus, sem mostrar nenhuma agressividade no novo gesto, apesar da presença cósmica emanada desde o primeiro momento do qual adentro no Elysios, ser intensa. O virginiano novamente opta pelo silêncio, permitindo Hypnos ditar a ideologia do qual segue, inicialmente Yoroi se brandiu na crença de Hypnos ter algo de valido a dizer . Apesar do budista nunca ter se deparado diante da dúvida sobre os distintos assuntos, aquelas palavras do Deus do sono apenas concretizaram as certezas do cavaleiro dourado..
-É bem verdade que Athena vem aglomerando compaixão demasiadamente para com os humanos e luta sem trégua por séculos,muitas vezes se sacrificando pelos mesmos. Contudo essa atitude não se torna impar, ,”O Profeta” Jesus cristo doou o sangue pelo povo de Jerusalém,sem contar o próprio Buda com a ideologia hinduísta vem por séculos tentando salvar os pensamentos maliciosos dos humanos,” influenciado por demônios e pelos próprios Deuses”-Disse Yoroi.
Deu início no elevar do cosmo deixando a aura dourada inflamar em volta do corpo.Momentaneamente uma luz da cor de ébano submerge o cosmo de Yoroi acompanhada por um “pequeno barulho de choque de objetos pequenos e sussurros dos lábios do virginiano . Ohn. Seguida com a alteração do cenário invocada por Hypnos.
-Desde então a presença de Hades surge expondo toda a soberania , revelando-se com o pé nas costa do ateniense , cravando a espada na nuca da vitima, olhando com um sentimento de desprezo , seguidamente olhou para Hypnos, sem alterar o aspecto, tirando a espada do corpo da vitima, deu dois passos em direção do Semi Deus, guardando a espada na bainha. Contudo as palavras ditas posteriormente são concedidas pelo cosmo de Yoroi presente intensamente naquele cenário.-Nada passaras de uma manifestação cósmica, criada por Yoroi, para contubar os inimigos, dando passagens a seus aliados, chegar ao castelo e salvar Athena.

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Mensagem por Lawliet de Escorpião em Sex Fev 15, 2013 6:47 pm

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Mensagem por Yoroi de Virgem em Sex Fev 15, 2013 8:51 pm

— Guur... Pandora-sama! Se você me desse apenas uma chance de derrotar aqueles malditos cavaleiros de Athena. Eu juro... Eu juro...-Dizia o Juíz.
Destruía seu aposento em fúria após ter seu pedido negado. Negado? Simplesmente incabível. Logo ele, um dos três juízes do inferno. Não suportaria ficar observando de camarote a derrocada de Athena, ainda mais confiando em pseudo-traidores. Sinceramente, aquela situação feria o orgulho e a paciência do espectro que se via cada vez mais furioso. Até que alguém adentra seus aposentos com uma voz suave e bela ela se dispõe a falar sem nem ao menos esperar alguma reação do Kyoto, que apenas observa atentamente a bela morena lhe dirigir a palavra.
- Radamanthys, tenho ordens para você.- Disse Pandora
O Kyoto ajoelha-se em sinal de respeito antes de indagar alguma pergunta para a jovem.
- O que a senhorita deseja de mim Pandora-Sama ?- Perguntou o Kyoto.
A mulher logo retomava a palavra, com um belo sorriso no rosto enquanto caminhava na direção de Radamanthys que se mantinha focado nas ordens que ouvia.
-Como já deves saber, um dos cavaleiros de Athena de certa forma invadiu este lugar e ajudou o cavaleiro de pégaso a conseguir os frutos da árvore da sabedoria aqui do inferno. Ele precisa pagar pela insolência de invadir os nossos domínios, essa é a sua missão. Matar o cavaleiro de ouro de virgem.-Disse Pandora, mantendo a serenidade.
A jovem Pandora, saía dos aposentos do Kyoto caminhando calmamente sabendo que tinha confiado a missão de eliminar aquele homem a um de seus mais competentes e fiéis espectros, um dos três juízes do Submundo, a jovem já se encaminhava a ir embora, mas não sem antes ouvir a resposta do Kyoto, que demonstrava enorme confiança e satisfação.
- Pandora-sama, simplesmente não vou permitir que mais nenhum daqueles vermes fiquem no caminho do nosso dever como espectros. Derrotarei, eu mesmo todos os cavaleiros, e trarei a cabeça de Athena... Custe o que custar!-Disse o Kyoto.
Santuário de Athena: 6ª Casa.
A noite finalmente havia caído. Uma noite de sangue, assim desejava o arauto da destruição. Estava disposto a ensanguentar todas as escadarias do santuário e levá-lo a sua derrocada. Trouxe consigo alguns espectros de sua tropa os quais lutavam nas casas anteriores junto com as sombras daqueles que um dia foram cavaleiros dourados. Saboreava o momento, afinal, estava na frente de todos...
-"Consigo sentir uma energia vindo desse local. Finalmente poderei colocar meus planos em prática, e obter a cabeça de Athena... "-Disse o Kyoto.
Comentava consigo mesmo, dando leves risos. Continuou sua caminhada para o interior da casa de Virgem, com o rangido metálico de sua súrplice indicado sua chegada. A chegada do terror.
-Será que o cosmo que senti pouco antes de entrar, não está aqui? Será que os "poderosos" cavaleiros de Athena decidiram fugir como RATOS? Patetico!-Disse o Kyoto.
Continuava seu percurso pela casa de virgem sem encontrar ninguém. Achava estranho, porém se mantinha fixo em seu objetivo. Se ninguém aparecesse, avançaria para a próxima casa, ficando cada vez mais próximo da deusa da sabedoria, embora sua missão fosse mesmo matar aquele homem, e sua curiosidade por conhecer a fama de aquele ser o homem mais próximo de Deus, talvez o mais poderoso dos cavaleiros de ouro de Athena. Foi quando parou subitamente sua caminhada começando a gargalhar baixo. Um cosmo que vinha de algum lugar parecia ameaçador. Aquilo era como piada aos ouvidos do Kyoto. Gargalhou, fazendo sua energia maligna iluminar tudo a seu redor. Seus olhos percorreram em busca do humorista, enquanto replicava.
—Vai apenas se esconder cavaleiro?-Disse o Kyoto.
Com um impulso de um poderoso rugido de Wyvern, Radamanthys faz uma onda avançar por toda a extensão, cortando as pilastras a seu redor, tentando encontrar a identidade do protetor daquele local que ainda não mostrava seu rosto.
- Vai pagar por ter invadido os nossos domínios cavaleiro de virgem, vai pagar com sua patética vida.-Disse o Kyoto.
Uma noite linda, céu estrelado e ar limpo, algo praticamente perfeito, a não ser por um único motivo, o lugar fora invadido palas forças de Hades, assim audaciosamente foram seguindo adentro das casas. O Cavaleiro regente da Casa de Virgem, estava em sua rotineira meditação, o mesmo sabia de tudo o ocorrido e tinha consciência de que o invasor estaria a caminha das doze casa, não se preocupando com esta invasão, pois antes dele, havia cinco cavaleiros completamente capazes de se livrar do individuo, e assim permaneceu em plena meditação. Ao sentir um enrme cosmo se aproximar, o virginiano percebeu que não se tratava de um simples espectro, mas sim um Kyoto, um Juiz infernal!
- Ora.-Yoroi se limitou em apenas preferir uma única palavra.
Área de Treinamento do Yoroi Pbucket
O Kyoto já estará dentro de sua morada, porem, não via ninguém no local, algo que levou o Kyoto a gargalhar e insultar o cavaleiro, mas, isso o Kyoto não saberia, uma das principais técnicas do Saint de virgem era saber esconder sua presença ou cosmo, na verdade, o cavaleiro nunca havia deixado sua casa, e nem seu lugar de meditação sempre estando em sua posição de lótus, o virginiano notou a entrada do Juiz em sua morada e suas injurias realizadas contra o cavaleiro.
- Pagar por ter invadido sues domínios Juiz.- A voz parecia vim de outro local, ela tomava toda a casa de virgem, e sua em um tom sereno e autoritário.– Por acaso não é o mesmo que estas fazendo? Então temos um impasse aqui.-O cosmo do cavaleiro vinha aumentando gradativamente e dominando assim todo o lugar em sua casa.- És uma pena Kyoto, mas invadira o local errado, senti que os cosmos dos cavaleiros abaixo estão diminuindo consideravelmente! Devo parabenizá-los por isso, porém, se não forem capazes de defender sua própria morada, provaram que não são dignos de proteger este Santuário, e esta deusa! - A voz serena do virginiano, aos poucos fora regredindo e assim se fixou em um único ponto de sua casa, uma parede com uma gravura de Buda sentado em uma flor de lótus, e assim ouve uma explosão de cosmo e enfim, o cavaleiro de Virgem se revelou, em sua posição de sempre, com seu rosário.- Creio que veio para tirar a minha vida, e se encheu de coragem por conta dos cavaleiros que derrubou, mas, devo lhe alertar Radamanthys de Wyvern, desde o primeiro momento que adentrou em minha casa, escolheu por nunca mais voltar ao seu mundo!
O ambiente da casa Virgem havia mudado, parecia, não era outro local, ambos pareciam estar flutuando perante a estatua gigantesca de buda, em posição de lótus acompanhada na mesma forma por Yoroi.
- Eu Yoroi, cavaleiro de ouro de Virgem, expurgarei sua presença nefasta dessas terras, e acabarei com esse insulto e deusa Atena.- As palavras proferidas por Yoroi soaram calmamente e frias.-Ohm!!!!!!
O golpe de Yoroi fora embora um show de luzes eficaz, apenas fechando as asas de sua súrplice, Radamanthys evitou o impacto com seu corpo e foi apenas um pouco projetado para traz. Seu sorriso sínico não saia da face, parecia tentar tirar aquele homem do sério, aquele que era tido como o homem mais próximo de Deus e que teve a audácia de invadir os dominós do submundo, o juiz novamente arqueava suas asas e olhava diretamente no rosto daquele homem, que agora tinha sua localidade revelada por ter acertado aquele golpe. O juiz sorria frente ao cavaleiro e gargalhava das palavras do mesmo, como se não o estivesse levando a sério. Radamanthys então concentrava seu cosmo de forma furiosa fazendo com que a maioria das pessoas no santuário pudesse sentir sua presença, seu cosmo era ameaçador e sombrio.
- Não compare nossas situações cavaleiros, acabar comigo? me expulsar? Não fale asneiras seu tolo, eu sou RADAMANTHYS DE WYVERN !-Disse o Kyoto.
O grito do Kyoto tomava forma de ataque lançando seu poder violentamente, fazendo com que o virginiano fosse lançado para trás com o impacto, o espectro gargalhava enquanto corria em direção ao adversário, dessa vez, com uma maior quantidade de cosmo concentrada, todo o local ao seu redor começava a trincar enquanto uma enorme bola de energia se formava em suas mãos, o poder devastador daquela bola de energia tomava a abrupta forma do poderoso dragão de Wyvern e seguia em alta velocidade na direção do virginiano.
-Não há comparações entre nós Kyotos, e reles seres humanos patéticos
que servem a Athena. Nós não conhecemos a morte, ou o medo. Cavaleiro, agora me
certificarei de que não voltará do inferno.-Disse o Kyoto.

A explosão de cor púrpura era esmagadora, aquele cosmo gigantesco fazia jus ao posto daquele que invadira o Santuário e como consequência, entrara na casa de virgem.
- Kahm!- Uma esfera de cor dourada se mostrou em volta do virgem, como um campo de força, a técnica segurou o temível golpe do dragão Wyvern.- Inútil.
Única palavra que proferiu o cavaleiro diante daquele poder devastador, as já trincadas, colunas da casa de virgem foram aos poucos desmoronando com o impacto da hostil energia de Radamanthys e a defensiva, porem poderosa esfera de energia de Yoroi, o som de ambas as técnicas podiam ser escutados de longe, o pequeno clarão vindo da casa de virgem era visto a quilômetros de distância. Sua inalterada posição, a Lotus, demonstrava e frieza e calma do indiano, com seu rosário, depositado entre as pernas cruzadas de Yoroi reluzia com o calor das explosões, devagar, o cavaleiro de virgem levantou sua cabeça como quem fosse olhar para frente, exibindo um raro sorriso.
– Ohm!-Disse Yoroi.
Espandindo sua energia, que há poucos estava na defensiva, mudando totalmente a mesma para atacar, o virginiano proferiu seu costumeiro mantra, porém, diferente da ultima vez, esta fora um contra ataque poderoso e não apenas uma forma de se revelar ao inimigo, tal explosão fora o suficiente para afastar os oponentes, derrubando as pilastras mais distantes, e criando uma pequena cratera no lugar onde Yoroi estava.
- Falar asneiras? Creio que não entendeste não é? Vocês Kyotos e espectros sempre subestimaram os humanos, principalmente nós cavaleiros.- O Cosmo dourado aos poucos ia se inflamando, a calma e frieza do cavaleiro mostrava sua segurança. – Minha pergunta é, Fora do Castelo de seu imperador que possui o selo, criado para baixar nosso poderes há 10%, e longe da proteção de Hades, quero saber, serás livre da morte e medo assim como pregas aqui?
O loiro, apezar de estar sentado em Lotus, se mostrara imponente, seu cosmo dourado mostrara uma força única e estrondosa, e como de costume mantinha suas mãos juntas.
-"Veremos Kyoto se és assim mesmo, livre da morte ou do medo, aqui és meus domínios, e saiba que uma vez dentro jamais sairá!"-Disse yoroi, em pensamentos.-TENMA KOUFUKU ( RENDIÇÃO DIVINA) !
Velocidade. Inteligência. Garra. Essas eram as palavras mais apropriadas para denominar o combate entre os guerreiros, após pouco tempo do inicio. Foi tudo muito rápido, Radamanthys achava que iria ser uma luta fácil, mas estava errado. Surpreendeu-se com a velocidade do inimigo e ficou indignado com isto. Enquanto ele ficava confuso, o cavaleiro de ouro já estava com um contra golpe pronto. O cosmo que Yoroi emanava de forma assustadoramente alta, seu golpe não teria comparações com nada conhecido pelo Kyoto. Uma reação automática que qualquer um tem, foi o que salvou Radamanthys de sua morte precoce. O Espectro virou-se e mexeu seu braço, fazendo um "X" na frente de seu peito e as asas de sua súrplice imitaram o mesmo movimento. Radamanthys definitivamente não era uma presa fácil. O Espectro não enxergava absolutamente nada graças a poeira que o circundava todo o local após o golpe, mas isto não era problema. Atingido pelo golpe de Yoroi demonstrava extremo cansaço e ainda por cima um numero considerável de ferimentos, mas o orgulho de Wyvern embora ferido, não o deixava desistir.Buscava com os olhos todas as direções em busca do maldito cavaleiro que ousara ter tanta audácia. Com um enorme salto para fora da poeira planava no ar abanando sua súrplice, seu corpo já não esbanjava a mesma tenacidade de antes, seus ferimentos o impediam de lutar com toda a força que possuía, mas não deixaria aquele cavaleiro novamente escapar, sua ida aquele lugar fora apenas com a missão de matar aquele homem e não voltaria ao sub mundo sem a sua cabeça, não era digno do poderoso Kyoto de Wyvern deixar uma de suas presas escapar. Abanou suas asas e fez com que o vapor que estava a sua volta se dispersasse. Então conseguia ver tudo em torno de si próprio num raio de uns 5 metros. O cosmo do juiz agora se expandia de uma forma diferente, todo o seu poder concentrado. Seu corpo chegava a vibrar com o misto de ódio e poder que emanava.
-Você é que não entende virgem. Eu Radamanthys de Wyvern, a Estrela Celeste da Fúria não conheço o medo. E não seria um desses pífios seres
inferiores que me apresentaria essa emoção, suma da face da terra maldito inseto. Vai voltar ao inferno, e dessa vez eu mesmo me encarregarei de jogá-lo no fundo do tártaro. De onde nunca mais sairá novamente.-Disse Radamanthys.

Embora o golpe não tivesse surtido efeito na primeira vez, dessa vez era diferente Radamanthys não havia apenas lançado aquela enorme quantidade de energia para cima do cavaleiro, embora seu corpo tivesse algumas debilitações, seu poder destrutivo ainda era o mesmo não se daria por vencido nem que isso lhe custasse o corpo, o orgulho eminente de sua estrela não o permitia se dar por vencido, ou admitir que qualquer um pudesse ser mais forte que ele. Seu primeiro golpe concentrava enorme energia, mas seguido de um rúgido deslizante chegava a ser cruel, mesmo que Yoroi conseguisse parar o primeiro golpe, era na visão do Kyoto praticamente impossível permanecer inerte as duas técnicas de maior poder destrutivo dentre os seres sub-mundanos, os dois golpes de Wyvern seguiam em plena sintônia, seu pé seguia em direção a cabeça do inimigo, não seria possível que aquele homem tivesse tamanho poder.
- Tente escapar desta seu verme!-Disse o Kyoto.
Antes que ele pudesse executar seu golpe, percebeu que algo escorria em seu rosto. Pois a mão onde estava frio e percebeu que aquilo era sangue. Um corte que cobria todo o seu supercílio que mesmo sendo em parte protegido pelo seu elmo, não havia sido capaz de suportar a potencia do golpe de Yoroi. Raiva. Era literalmente tudo o que o Espectro sentia. Esqueceu-se da dor. No momento, a única coisa que ele conseguia sentir era o ódio que começava a transbordar de seu corpo na forma de um cosmo hóstil e violento, muito violento. Foi quando enfim, em um berro de ira, desferiu seu golpe caindo do "céu" como um verdadeiro demônio que buscava por vingança. Era um show de luzes, o incrível cosmo do Kyoto dominara a casa de virgem, e para surpresa do cavaleiro o golpe que por anos matara facilmente qualquer espectro que o recebesse, não tivera afeito definitivo, sendo assim, Radamanthys se mantinha vivo, ferido, porém vivo. A resposta fora quase que imediata incrivelmente o Kyoto, em toda sua fúria elevou seu cosmo e cheio de ódio falara algumas palavras, que a princípio, não foram respondidas por Yoroi.
-"Não é a toa que chagará nesta casa."-Falando para si, o virginiano se mantinha em sua posição de lótus, pressentia que o que iria vir pela frente era um golpe cheio de ódio e força.-Kahm!
Invocando novamente seu mantra de defesa, Yoroi com dificuldade resistiu ao primeiro golpe, porém, o segundo veio logo em seguida sem dar tempo para descanso, atingiu o campo de força criado pelo cavaleiro de virgem, demasiadamente forte a técnica de Radamanthys pressionava cada vez mais o virginiano.
-"Se continuar assim ira me acertar"- Falava para si, sendo pressionado, o cavaleiro não teve outra escolha, se não usar um mantra de expansão.–Ohm!
Fazendo assim uma gigantesca explosão se instalar na casa de virgem, destruindo diversas colunas e abrindo uma enorme cratera na mesma, porém, Yoroi não esperava que seu oponente iria utilizar tal artifício para o atingir, sendo acertado em cheio por uma espécie de voadora, jogado longe de onde estava o cavaleiro de virgem, fora com toda força em direção a parede de sua morada, porém, parou em pleno ar antes de atingi-lá, movimentando se corpo ficando na direção do Kyoto, levemente fora descendo ao chão e com um face inexpressiva, o indiano passara a mão ao canto de sua boca limpando o sangue que escorrera e fez o mesmo em sua testa.
- És o primeiro a me ferir depois de tantos anos, de fato nãos és um espectro como os outros, terei de lutar com todos as minhas forças.- Mesmo após ter sido acertado e subjugado pelo Kyoto, Yoroi se mantinha inabalável, inexpressivo o santo de virgem aumentara sua cosmo energia para além do que sempre fez, afinal era um adversário como nenhum outro.- Disseste que desconhece o medo, mas tens a certeza de que desconhece tal sentimento? Sua tola obediência para com Pandora seria isso fidelidade ou o “desconhecido” medo?-Quanto falava com Radamanthys o cosmo de Yoroi subia mais e mais, mostrando assim o real poder daquele que és conhecido como o “ser mais próximo de deus.- Me enviar ao tártaro? Sair novamente? Estranho Kyoto, nunca estive em tal lugar, mesmo por que nunca sai deste Santuário.
O Santo de virgem emanava seu mais alto cosmo desde do inicio de seus treinos. O ambiente da casa de virgem começara a mudar, mostrando diversos quadros com imagens de Buda e hieróglifos Hinduistas, com abas as mãos juntas Yoroi caminhara para frente.
- Radamanthys, vocês espectros há éras estão nesse ciclo de renascimento,mas como nós, vocês possuem alma, corpo físico, sentidos.- Parou por alguns segundos e tornou a falar.- Esta é a verdade do Universo que é simplesmente a harmônia perfeita entre ataque e defesa. E você Radamanthys de Wyvern, não só conhecerá o medo que desconhece, como saberá o que é a verdadeira morte!
As imagens começaram a se movimentar mais rápidas, e no meio das mãos de Yoroi, que há poucos não havia nada, possuía algo com o uma pequena galáxia, que emanava um incrível poder.
-Tenbu Horin (Tesouro do Céu)!-Disse Yoroi.
A Maior e mais perfeita técnica do cavaleiro de virgem, assim como uma das maiores técnicas e mais temidas do santuário, assim o cavaleiro de virgem invocou o golpe que julga ser a verdade do universo, a combinação perfeita entre ataque e defesa, fazendo com que seu adversário seja ele qual fora ficar impossibilitado de contra-atacar e fugir. E de pouco em pouco, fora tirando todos os sentidos do Kyoto, acarretando na morte do mesmo.

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Mensagem por Lawliet de Escorpião em Sex Fev 15, 2013 10:17 pm

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Mensagem por Yoroi de Virgem em Sab Fev 16, 2013 12:58 pm

Um piar baixinho foi começando, até que o pequenino cantor libertou seu som mais agudo ao vento, cantando sem parar, como um compositor que possui inúmeras palavras para citar e rimar. Tão doce, tão eloquente para os de sua espécie. Assim cantava um pisco-do-peito-ruivo, à frente da morada de virgem, com seu peito avermelhado estufado, os olhinhos miúdos e brilhantes como orvalho negro. Estava feliz, e trazia sua felicidade para presentear o virginiano em sua tranquilidade, inundando-o com um sentimento de maior paz do que já sentia naquele momento; inundando-o com a percepção do amor do passarinho ao espaço que vive, ao ardor que sente, quando pode pisar no solo sagrado de virgem e receber a lufada de uma bênção indizível e perene. Era um bom amigo, alguém que não guarda rancor, maldade ou qualquer tipo de defeito. Assim deveria ser a humanidade; e, a partir disto, que Yoroi sorriu, encantado com a mensagem que aquele pássaro lhe passava. Viera apenas para agraciá-lo com uma olhadela, revelando que se importava em adentrar ali, porque sabia que Yoroi era só. Um presente inesquecível. E ele voou para o lado de Yoroi, pousando ao chão, ciscando e olhando-o com calma e aprovação.
- Suba aqui, pequenino.- Invadido pela emoção de sentir a presença de um ser imaculado, Yoroi o exaltou em seus pensamentos e buscou tratá-lo com extremo requinte, assim como deve ser tratada a natureza. Não fazia distinções, apenas sabia que podia conversar com o pequenino e ele o entenderia à sua maneira.- O que o traz aqui, nesta manhã fria? Por acaso veio apenas para deixar-me contemplar sua imagem? Que vaidade, meu querido amigo. Bem, sente-se, e que possamos dialogar sobre o que se passa no mundo; pois não vejo salvação para ele.- A seriedade infringiu em cada palavra, uma nota de tristeza e decepção, ele sentia que a humanidade não mudaria e, mesmo que fizesse tudo, o nada seria o melhor companheiro.
A primeira pergunta soou baixa, para que viajassem lenta e perfeitamente no ar, permitindo apenas a um ouvinte - o passarinho - escutar.
- Há um cavaleiro que precisa de nossa compreensão e ajuda... É o primeiro passo que daremos, nesta contínua andança para a salvação e transformação.
Ele não cria laços. Ele não conversa com seus semelhantes. Ele deseja ser só, assim como um andarilho que desconhece a filosofia da amizade. É como eu... E acho que você, sendo um bom mestre, poderá nos ensinar o que é a amizade e como devemos nos portar neste mundo. O que me diz sobre isto?- Era interessante olhar para ambos. Só Yoroi falava, mas o passarinho prestava atenção a cada palavra que ele pronunciava, como se entendesse tudo completamente. Eram dois amigos, mesmo que apenas um falasse... O passarinho demonstrava sua amizade no silêncio e na exaltação de um canto vigoroso e cheio de eloquência. Assim eles se falaram, e a tarde vinha chegando, porque o sol tornava-se avermelhado no horizonte e as nuvens impediam a passagem de seus raios para a terra.

O passarinho ciscou e cantou mais uma vez, alto, de forma que toda a casa foi preenchida pela candura daquela explanação do mais ávido sentimento. Ele começava seus ensinamentos. Sob o céu de nuvens vespertinas, uma figura graciosa caminhava sem pressa, mesmo diante daquela escadaria infinita. Degrau por degrau, a franja que lhe cobria a testa balançava suavemente, tal como o resto da coma azul-celeste, sugerindo um olhar mais ou menos fixo no chão de pedra branca. Tolice acreditar, no entanto, que o guardião andava distraído ou imerso em pensamentos muito profundos. A sua solidão, em particular, jamais dispensou a máxima cautela. O silêncio que o acompanhava precisava ser interrompido toda vez que solicitava passagem através das Casas, pois o fato de ser um Cavaleiro de Ouro como eles não o isentava do protocolo, de fundamental importância para a segurança do Santuário. Na hora de seguir em frente, a tendência consistia em não haver oposição por parte do outro Santo, afinal, retornar ao posto original, finda a missão, tratava-se de simples dever de praxe. Foi aí que, lembrando-se da teimosia de Shion, esboçou um sorriso lânguido.
- . . .
Certa vez, o ariano implicou infernos só para conseguir examinar um ferimento que Albafica ostentava na lateral direita do tronco, de onde escorria um filete de sangue letal sobre a escama dourada da armadura. Brusco, Peixes voltou-se contra Shion, trazendo o próprio corpo para a retaguarda e, consequentemente, para longe do toque de Áries, o qual tentara avançar, preocupado. A confusão foi feia. Rápido como ninguém, o crepúsculo tingiu o firmamento com o mais puro vermelho, sendo que o brilho rubro do fim da tarde mal contrastava com o dourado da indumentária trajada pelo calmo andarilho. Por outro lado, Yoroi parecia encarnado, como se uma aura de fogo delineasse sua silhueta – e a de seu ilustre convidado, o pisco-do-peito-ruivo. Poucos segundos decorreram, o suficiente para Albafica registrar a cena incomum, até que os lábios traçados e pálidos se movimentaram...
- ...Preciso falar com o Grande Mestre. Deixe-me passar, Yoroi.-Disse Albafica.
O engraçado é que o belo não esperou pela permissão expressa do virginiano, dando o primeiro passo adiante. Segredo que não podia ser revelado. Um segredo conhecido, mas guardado; tão sórdido, indiferente às feições joviais e suaves daquele famigerado rapaz. Senti-lo entrar e poder apreciar sua majestade era um presente ao pensamento e à concepção do virginiano, que calado e reservado, apenas escutava com atenção as palavras proferidas por seu aliado e o canto gentil do pisco-do-peito-ruivo ao seu lado, ainda lhe ensinando, à sua maneira peculiar. Havia percebido, dentro de si, a verdade absoluta que regia o âmago de seu aliado, sentindo, em infinidade, o quanto ele sofria e segurava-se para manter o semblante uma mescla de afeição com seu lado reservado. Assim ele fechava-se para o mundo, tornando-se um enigma... Um enigma que não podia ser desvendado. Todavia, em sua particular união com o universo, Yoroi, através da sua percepção do mundo, sentiu-se frágil, como se partilhasse com seu aliado, o que se passava dentro dele. E sentiu uma leve angústia, pois sabia o ônus que cercava Albafica e o afastava de seus semelhantes. Não só os boatos de sua pele ser envenenada, ou o seu sangue, mas o fato dele ser solitário, não querer ter amigos, não querer que as pessoas se aproximem dele por causa desta condição. Talvez pudesse haver uma cura, ou palavras que servissem para melhorar o seu ânimo e transformá-lo. Isto é um sacrilégio - não poder viver ao lado de pessoas que gostaríamos. Mas no fundo, Yoroi era como ele, reservado e solitário; mas não por uma condição imposta pelo universo, mas porque sentia a mediocridade que assola o mundo e o quanto as pessoas estão sendo arrogantes, orgulhosas e insaciáveis por poder. E ele não pode segurar por mais tempo sua saliva, e grossa ela rasgou a garganta, descendo lentamente.
- Você nunca se perguntou o porquê de eu nunca me envolver com os outros cavaleiros e partilhar de suas batalhas, sempre preferindo ficar em minha morada, sem sair e apenas meditar?- A voz repercutiu baixa, assim que o pisciano passava ao seu lado, bem na hora que iria ultrapassar a figura estática de Yoroi ao chão, as mãos e as pernas cruzadas.- Lhe pergunto: O que sente neste momento, Albafica? Solidão? Receio? Tristeza? Impotência?- Apenas uma tênue redoma de cosmo envolvia Yoroi, enquanto a luz do sol enfraquecia, acalmada pela sutileza do cosmo do virginiano.- Eu o conheço... O conheço tanto...- E um sorriso doce se formou em seus lábios, enquanto a voz mesclava a incólume nota da poesia.- Já reparou como o pequenino gostou de você?
O Pisco-do-peito-ruivo começou a cantar mais uma vez, antes quieto, atento às palavras de Yoroi, como se às compreendesse perfeitamente e quisesse aprender com elas. Como se quisesse aspirá-las e senti-las em sua totalidade. Ele cantava alto, e pulava aqui e ali, aproximando-se de Albafica, tão feliz, tão sonhador e amigo. Desconhecia o que se passava dentro do pisciano. Desconhecia sua desavença interna. Desconhecia seu nome. E queria sabê-lo.
- Ele está curioso para saber o seu nome. Pode dizê-lo? -Perguntou Yoroi.
As primeiras palavras de Yoroi interromperam o avanço do outro Cavaleiro de Ouro. Enquanto aquele encontrava-se sentado, voltado para o horizonte de fogo, Albafica continuava a enxergar o lado oposto, isto é, a entrada da Casa de Virgem, a poucos metros de distância. A paz do pisciano balançou, criando pequenas ondas no seu espírito. Possivelmente, graças ao cosmo brando de Virgem, à semelhança de uma borboleta que, repousando, conseguiu romper a tensão superficial da água.
- ...Vejo que dispõe de tempo livre para conversar. Creia, não é o meu caso.-Disse Albafica.
Porém, contrariando todo o sentido dessa resposta fria, as orbes gélidas – nem por isso menos cintilantes – desceram ao canto inferior esquerdo dos olhos, movimento este acompanhado pelo resto do corpo, a começar pela cabeça.
- O que você faz ou deixa de fazer é um assunto a ser tratado com o Mestre do Santuário, não?-Disse Yoroi.
Até que ele achou que poderia retornar a marcha, mas Yoroi tratou de incomodá-lo um pouco mais, agora com perguntas e afirmações de teor, no mínimo, curioso. Que brincadeira estranha e inadequada era aquela? Franzindo o cenho numa leve irritação (nada fora do usual), permitiu ser embalado pela conversa aparentemente sem sentido, cuidando para não perder o famoso sorriso passivo-agressivo.
- Já que me conhece tão bem assim, sabe que preciso estar no salão do patriarca daqui a alguns minutos. “Urgência” é o que sinto.-Disse Albafica.
Evidentemente, Albafica não queria discutir sobre seus sentimentos. Nunca o fizera antes, por que faria isso agora, apesar da curiosidade fluir de um companheiro de causa? Falando em companheirismo, o melhor que poderia fazer por Yoroi – e por qualquer outro ser vivente – era se afastar da sua presença. Só que isso estava começando a ficar difícil.
“Mas o que...”
Ingênua, a pequena ave começou a diminuir sua distância em relação àquele homem de beleza estonteante: mais uma vez, a formosura do Santo de Peixes estaria provocando a tolice alheia? Apenas uma coisa suportaria o contato com o pisciano (na dramática perspectiva deste), embora o próprio duvidasse se tal “ser” poderia ser considerado “vivo”, como aquele pássaro. Apreensivo, Albafica tratou de avisar o Cavaleiro à sua frente...
- Melhor mesmo é dizer ao seu amigo para não se aproximar de mim, Yoroi...- respondeu, desejando resguardar a integridade dos dois curiosos através do tratamento ríspido.- ...aviso que estendo a você ou, do contrário, vou ter que me desculpar perante o Grande Mestre.
O vento soprou um pouco mais forte, evidenciando o tecido branco e sedoso do mantel que ornava a Armadura de Peixes. De qualquer jeito, a capa não cobriu a amargura que reluzia das íris cristalinas. Do seio da terra, uma essência selvagem brotou, e o ar, silenciado pelo medo, tornou-se pesado como uma grande rocha. Isso aconteceu porque o tempo e o espaço sofreram uma breve aliteração, o qual as palavras de Albafica tinham sido o arauto desta violação tão íntima. Notava-se que, emudecido pela sagacidade pisciana, Asmita ganhava uma aspecto mais sombrio, e sua aura dourada enfraquecia em cor, tornando-se mais lúgubre, com bordas cinzentas. Talvez o pisciano sentisse aquele peso sobre seus ombros, em sua mente tão perspicáz, mas não menos frágil que a do passarinho embaixo de si. O passarinho, contudo, com nada sofreu, senão um doce desejo de aproximar-se daquele que acabara de falar; no entanto, impelido por alguma força sobrenatural, ele não conseguia sair do lugar, impotente, caminhando no ar, sem que a sua percepção o alertasse.
- Respeite o solo sagrado deste lugar, Albafica. Você o inundou com uma essência cinzenta e insípida. Maculou-o com seu jeito, por causa de um orgulho que esconde quem realmente é. Você é alguém que precisa ser ensinado com extremo zelo e carinho; mas o zelo de alguém que o conhece bem, assim como eu o conheço... - Yoroi levantou-se devagar, não ousando se virar para aquele que falava, e sua aura não tinha uma coloração tão bonita quanto antes, estava doentia, sem força, inundada por uma tristeza que jorrava aos borbotões e tomava a morada de virgem.

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Mensagem por Yoroi de Virgem em Sab Fev 16, 2013 1:41 pm

Uma centelha de esperança que jamais iria se apagar, que o fazia correr ligeira e constantemente por aquele vale próximo à Mokurenji. Isso tudo porque seu rival e amigo havia sumido sob seus olhos, deixando o Grande Yato para trás, à mercê da solidão de todo aquele âmbito; e Yato, inquieto e aflito, o orgulho agindo em sua mente, sentia que Tenma precisava de ajuda, e também sentia-se feliz por saber disso - já que ele seria o arauto desta ajuda inesperada. Contudo, penoso era o trabalho sem seu fiel escudeiro para trazer-lhe segurança na hora de agir, e juntos, arquitetarem o plano mais perfeito que poderia existir - mesmo que não fosse tão significativo para cavaleiros mais experientes. Tenma era um apoio, mesmo que ele não quisesse dizer em voz alta ou sequer pensar, pois isso ofendia o seu orgulho, o seu espírito vigoroso de cavaleiro em ascensão.
- TENNNMMMMAAAAAAAAAAAAA!- Ele corria, como um pônei ao aprender a andar e correr, vacilando sobre as pedras e elevações de todo aquele cenário melancólico e ermo. Nada via, senão a árvore em sua sublime, mais pura e delicada visão, com sua tonalidade verde-musgo nas folhas dançantes, sem o menor sopro de vento para alterar seu curso. - Arf, arf, arf... Aonde ele está? - Resmungou, semi-cerrando os olhos e olhando ao redor.- Não adianta se esconder, Tenma. Vamos, pare de brincadeira e apareça logo!
A espada Shinken quase escapava de sua cintura, o cordão quase se desenlaçando; entretanto ele logo o amarrou e o firmou, vendo, agora, algo que o deixou pasmo, levemente amedrontado, enquanto também sentia um calafrio percorrer-lhe a espinha.
[...]
Tenma, seu amigo, estava paralisado... Numa pose que revelava que ele deveria estar correndo e/ou fugindo. Suas feições estavam assustadas: seus olhos, arregalados, sem vida, enigmáticos, no entanto; sua boca, totalmente aberta, uma expressão de assombro. Rapidamente, tendo visto aquela cena, Yato sentiu o coração comprimir e o corpo soçobrar, desacreditando que seu rival, tão valente, determinado e corajoso, havia sido pego por uma surpresa do destino que sequer conseguira prever, ver ou sentir; e engoliu em seco, assustado, movendo a cabeça com lentidão para os lados, procurando o que poderia ter criado aquele efeito.
- Ten-nn-ma-Disse Yato.
A voz saiu entre-cortada e baixa, de tão receoso que estava, pois agora, mesmo se mostrando implacável e metido ao maioral, sentia-se como uma formiga em meio aos gigantes daquela nação no seio do inferno. Era este o efeito que invadia seu corpo, quando Tenma não estava ao seu lado para auxiliá-lo e encorajá-lo; em outras palavras: servir-lhe de base firme e encorajadora.
"Outro tolo!"- Uma calma e serena em um tom baixo como se fala para si mesmo, ao avistar um jovem cavaleiro mostrando estar protegido com uma armadura púrpura, aquela era a sagrada armadura de unicórnio a correria e gritaria daquele que portava a espada banhada pelo sangue de Athena incomodava o ser que a poucos deu cabo de outro cavaleiro.- Até quando aquela menina ficará colocando garotos para batalhar em lugar de verdadeiros homens.
Esperando a aproximação do jovem, o homem de cabelos louros de olhos eternamente fechados permanecia com sua presença oculta, esperando que este fizesse diferente do outro que há poucos aparecera. Sua empolgação ou esperança em encontrar alguém mais corajoso e destemido fora por água abaixo ao perceber o a expressão daquele que invadira o inferno, decepcionado com a escolha da Deusa Athena e do homem que comenda o santuário, o ser enigmático decidiu colocar em prova o cavaleiro de Unicórnio. A grande cachoeira de Sangue localizada entre o terceiro vale da Sexta prisão e o Primeiro Fosso, local onde o misterioso Homem se localiza ou sua projeção astral, o lugar era simplesmente um rio de sangue e carniça, ali se localizava a única forma de vida no inferno a Árvore Mokurenji.
- Cavaleiro de Bronze!- Um brilho ofuscante da cor dourado como o sol sai de dentro da grande cachoeira de sangue, aos poucos fora diminuindo e assim se revelou, um cavaleiro de ouro. – Por que essa cara de desespero, tivera coragem única de adentrar nesse local, e agora ao ver esse infame cavaleiro se comporta de maneira desonrosa?- A frieza naquele homem era nítida, suas reais intenções ainda era um mistério, porem, estava claro quem era o responsável por deixar o “ MATADOR DE DEUSES” naquele estado deplorável de desespero.- Sinceramente não entendo, por que Atena escolher pirralhos assim como você para lutarem em uma guerra tão importante assim, esta sendo uma grande tola em achar que jovens serão capazes de enfrentar as diversidade da guerra santa contra Hades, cada vez mais acredito que a proposta de salvação do imperador Hades é a mais certa para este mundo.- As fria palavras do cavaleiro era o resultado de uma vida de completa busca pela verdade e divindade, por ser cego desde que nascera o cavaleiro podia sentir as pessoas devido ao seu grande domínio do cosmos.- Farei a mesma pergunta que fiz a esse insolente, O que te encoraja em seguir em frente, enfrentar todas as adversidades que esta guerra irá proporcionar?
A mesma pergunta que fizera ao Pégaso o santo dourado fez ao Cavaleiro de Únicornio, porém, qual seria a resposta de Yato, e qual foi a resposta de Tenma para que o Santo de ouro deixar o cavaleiro de Pégaso daquela forma.Em suas olhadelas, uma sensação estranha cutucava o seu coração, fazendo-o palpitar e estremecer. Era tudo tão indiferente, pois a quietude era mórbida, nem mesmo vento existia, e aquilo era um fator extremamente amedrontador. Ele podia escutar o próprio coração batendo descompassado, temendo ser pego de surpresa por um dos mais perversos espectros ou até mesmo pelo próprio Hades. Engolia a saliva e ficava vidrado a tudo, a qualquer coisa que fosse movida por algo sobrenatural... Aquilo se chamava medo... Ou receio? Acreditava que a primeira opção não poderia ocupar seu coração.
]"Calma, você é o Grande Yato... Não há ninguém que possa lutar contra você. O Grande...- Yato Sussurrou pra si mesmo, enquanto ainda olhava para os lados... Então, naquele momento, o silêncio se tornou mais profundo, e nem mais o marulhar da cachoeira podia ser escutado, tamanha a presença que se fazia naquele lugar.
Surgia do seio da cachoeira, abrindo-a em duas partes. O ser que ascendia feito uma brilhante luz, proibia o sangue de mazelar-lhe a carne e a sagrada armadura com uma redoma de cosmo... Até o cheiro do ferro se dissipava perante toda aquela majestade, escondendo-se em lugares distantes e distintos.
- AHHHHHHHHHHHHrrrrrrg! - Começou com um grito, para depois evoluir para um tipo de sensação que em seguida lhe trouxera uma dor interna, no estômago; assim era o nervosismo e pavor que haviam tomado o seu interior, paralisando-o; pois ele não sentia a bondade dos cavaleiros de ouro... Ele sentia um senso de aniquilação partindo daquele o qual lhe observava de olhos fechados - ele sentia -, e, por ser um cavaleiro de alta estirpe, sentiu-se impotente, as pernas trêmulas... O Grande Yato se desfazia numa pilha de inércia e medo.-Por que essa cara de desespero, tivera coragem única de adentrar nesse local, e agora ao ver esse infame cavaleiro...
As palavras passaram despercebidas, quebrantadas pelo pensamento do próprio Yato, e esquecidas, deixando apenas o finalzinho dela alfinetar-lhe o ego adentrando por seus aguçados ouvidos - fruto do receio, em outras palavras: o aumento da percepção.
"Se comporta de maneira desonrosa?"
O que ele disse?...- No instante, todo o receio que habitava em sua mente e coração se dissolveram feito água pelo ralo, e ele fechou o punho direito e abaixou a cabeça, como se quisesse escutar melhor o que o cavaleiro de ouro proferira; estava completamente ofendido...- O que você DISSE?!!
Os dentes rangeram... A mente ficou escura, onde uma chama dourada com a silhueta do oponente jazia solitária... Nada mais ele via.
-De maneira desonrosa?- O cosmo ascendeu, envolvendo aquele corpo franzino por debaixo da armadura, concentrando-se com mais força em seu punho direito.
Mais palavras iam sendo proferidas, e o calor do corpo ia se espalhando pelo cenário, rivalizando com o que era emanado pelo oponente. Até que mais palavras foram captadas em meio à imensa frase proferida pelo virginiano.
- A senhorita Athena sabe o que faz... Se ela nos escolheu, foi porque sabe de nosso potêncial. E se você está querendo ir para o lado de Hades, vá! Mas eu vou lhe mostrar que não sou só um pirralho. E vou provar que a senhorita Athena pode confiar em mim para a missão de salvar Tenma, como também derrotá-lo.
A pergunta de Yoroi só serviu para irritar mais Yato, fazendo-o semi-cerrar os olhos, as pupilas se dilatando, até porque ele já havia respondido antes mesmo do oponente perguntar - isso mesmo, ele já considerava Yoroi um oponente, e ele gritou, enfim.
- A ATHENAAAA!!! - O grito reverberou por todo o cenário, enquanto ele se abaixava e dava um tremendo soco flamejante no chão, criando uma onda de ar e poeira que se ergueu rapidamente para os ares, junto com pedras e ondulações de cosmo.
Era tudo uma mistura de marrom, o claro do cosmo e o esbranquiçado da poeira, formando uma onda que a tudo cegava, enquanto Yato, sentindo o âmago do cosmo do oponente - a fonte -, disparou na direção dele num salto, encoberto por toda aquela densa mistura de diferentes tipos de matéria, enquanto o cosmo, em um nível extraordinário para um cavaleiro de bronze vibrava implacável... Até que ele emergiu daquela cortina de poeira e pedregulhos numa voadora, impulsionando o pé direito para frente com toda a força que tinha naquele momento, visando acertar o rosto de seu oponente.
– Kahn.- Técnica de proteção geralmente usada pelo santo de virgem.”-Por que achas que faria diferente deste garoto paralisado, diferente de Pégaso que és conhecido como matador de deuses, você é um simples cavaleiro de bronze, por que achas que poderá me acertar?-Yoroi questionava aquele que invadira os infernos de Hades, notando o total descontrole de Yato o cavaleiro se interessou pelo mesmo ao ver seu cosmo crescendo e sua determinação so mostrar clara.- Você fala em me derrotar? Interessante. “ intrigado com tal afirmação, Asmita resolve testar aquele garoto, assim como fez com pegaso.” – Como pretende realizar tal tarefa se nem és capaz de meu alcançar?
Em posição hindu de lótus, o santo de ouro mantinha sua face direcionada ao cavaleiro de bronze, como quem estivesse olhando nos fundos dos olhos do oponente, sem delongas o loiro de cabelos esvoaçantes devido ao vento infernal, tornou a falar.
- Me diga cavaleiro de bronze, por qual motivo arriscara sua própria vida descendo ao inferno? Pelo que vejo não és capas de salvar Tenma por que achas que seria capaz de me derrotar?-Saindo de sua eterna posição, Lótus, com sua telecinese descia levemente ao chão, chagando a ficar a poucos centímetros do mesmo, seu cosmo se mantinha livre de qualquer agressividade, porem, emanava graciosamente, o momento de silêncio era algo eterno e como se estivesse olhando para Yato.
Yoroi que esta agora a poucos metros do cavaleiro esticou um dos braços direcionando para o pequeno cavaleiro, criando assim uma pequena esfera de energia, que comprimia uma parte da própria energia do virginiano.
- Um garoto como você nunca iria entender as razões ma guerra como esta, razão que vão além de compreensão humana, o mais deplorável é que a Athena desta era deposita cegamente suas esperanças em garotos como você.- ”Imponente e mostrando não possuir nenhum sentimento, o cavaleiro de virgem proferia duras palavras. – Veja, mandaram vocês três para este lugar com a missão de retirar os frutos da arvora infernal Mokurenji, a única forma de vida no inferno, mas foram subjugados por uma simples técnica, assim nunca fará jus à esperança que Athena deposita em vocês.
A pequena esfera ganhara um poder incrível, o zumbido emitido pela era alto, e brilhava fortemente direcionada a Yato.
- Tenma esta a beira da morte, e vocês, por mais que estejam em forma espiritual no Hades, podem morrer.- O cosmo de Yoroi mudara, há poucos era somente paz, agora transmite um poder destrutivo incrível. – e eu serei aquele lavarei suas vidas e acabarei de uma vez com as esperanças má depositadas em vocês.. Ele parou por um segundo, aumentando sua cosmo energia anda mais e após o breve cassar de suas palavras retomou a fala. – Tendo consciência disso, o que ira fazer?
A cortina de poeira já não existia mais, e os pedregulhos também - talvez fosse obra do cosmo inimigo, ou não -, na verdade, tudo não passou de uma inocente estratégia que fora frustrada com a defesa que veio logo após. Uma redoma de cosmo envolveu Yoroi, enquanto ele apenas pronunciava a sua técnica que fez com que Yato parasse por alguns instantes no ar, suspenso e na posição em que havia desferido a voadora. A defesa do cavaleiro de ouro servia apenas como um escudo, nada de impacto ou coisa do tipo. O espanto do Grande Yato fora tamanho! O pobre garoto arregalou os olhos, enquanto uma sensação ruim tentou-lhe envolver - mais uma vez. Paralisado, ele não soube o que fazer, e assim caiu inerte ao solo. Machucou um pouco as partes que a sua armadura não cobria - como os cotovelos.
"-Este homem... Este homem é muito poderoso, que droga! Que droga! Eu não posso com ele, o que eu faço? O que eu faço?-Disse Yato.
Enquanto pensava, os seus olhos continuavam arregalados, porém o instinto fez com que ele se levantasse, afinal ele não voltaria atrás com a sua palavra, muito menos depois de ter dito tudo o que pensava e achava. Athena era um dos motivos para fazê-lo crer. E ele não a decepcionaria, morreria lutando se fosse o caso. Perderia todos os membros, por aquela mulher, e levantaria quantas vezes fosse preciso, pois a sua motivação maior era protegê-la, como os seus amigos também.
-"Tenma e Yuzuriha caíram em batalha... E se eu perder agora, não poderei salvá-los! E ainda tem mais... O Velhote, confiou em mim, não posso decepcioná-los. Não posso! "-Pensou Yato.
De pé, ele olhou para trás, buscando Tenma. E próximo à algumas elevações ele o viu, parado, da mesma forma que o havia visto ao chegar neste local. Aquela sensação de ver seu amigo no estado em que estava era tão ruim, porém o tempo não era uma regalia para os cavaleiros de bronze, já que a pulseira de flores estava se desfazendo, e se Yato não conseguisse vencer Yoroi, eles ficariam presos no inferno; para todo o sempre, como patéticos perdedores...
- Ei! Tudo bem que o Tenma é esse tal " matador de deuses ", mas não me subestime, está bem?! Eu também tenho a missão de salvar a Senhorita Athena, não é só ele!-Disse Yato.
As palavras de Yoroi alfinetavam mais e mais Yato, que agora olhava para o homem, semi-cerrando os olhos. Por alguns instantes o seu cosmo parou de emanar, mas pouco a pouco ele fora tomando suas proporções, envolvendo o franzino corpo do cavaleiro de Unicórnio.
- A minha vida foi entregue a Senhorita Athena, e só este motivo lhe explica tudo o que perguntou... Eu salvarei Tenma, e Yuzuriha, voltarei para o mundo lá de cima, e vencerei o maldito Hades. É por isso que nós cavaleiros estamos lutando, e não é uma particularidade apenas de um! E sim de todos, você deveria saber, porém foi corrompido com as trevas... E eu, Yato de Unicórnio, irei vencê-lo! - Disse Yato.
A posição inicial de Yoroi foi rompida pelo próprio, e assim ele desceu lentamente até o solo, ficando à alguns centímetros deste. O cosmo agressivo de outrora modificou-se, tornando-se gracioso, até mesmo mais receptivo. Yato não compreendeu tamanha modificação e mesmo assim, não arredou o pé de onde estava. Por impulso ele levou uma das mãos até a espada Shinken, e sobre a mão da espada ele repousou a sua mão direita, olhando atento para Yoroi, prestando atenção em tudo o que ele fazia, pois não queria ser pego desprevenido.

Continua...

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